Petróleo dispara e passa de US$ 115 após ataques no Oriente Médio
Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -
Escalada de tensão entre Irã e Israel atinge produção de energia, pressiona preços e pode afetar inflação no mundo
Os preços do petróleo registraram forte alta nesta quinta-feira, após novos ataques a instalações de energia no Oriente Médio elevarem o risco de interrupção no fornecimento global. O barril do tipo Brent, referência internacional, chegou a ultrapassar os 115 dólares, alcançando o maior nível em mais de uma semana.
A disparada acontece depois que o Irã realizou ofensivas contra estruturas energéticas na região, em resposta a um ataque anterior de Israel a um importante campo de gás. Esse tipo de instalação é essencial para a produção de energia, e qualquer ameaça ao funcionamento impacta diretamente a oferta mundial.
Durante o dia, os contratos futuros do Brent — que são acordos de compra e venda do produto para datas futuras — chegaram a subir quase 8 dólares, com pico acima de 115 dólares por barril. Já o petróleo dos Estados Unidos, conhecido como WTI, também teve alta, sendo negociado próximo dos 100 dólares em determinados momentos, embora com valorização mais moderada.
Especialistas explicam que o Brent tem reagido com mais força por estar mais exposto aos riscos do Oriente Médio, principal região produtora de petróleo do mundo. Além disso, fatores como a liberação de reservas estratégicas pelos Estados Unidos e custos mais altos de transporte ajudam a manter uma diferença maior de preço entre os dois tipos de petróleo.
Analistas do mercado internacional avaliam que a escalada do conflito, somada a ataques diretos à infraestrutura de produção e à instabilidade política na região, pode provocar uma redução prolongada na oferta de petróleo. Esse cenário tende a manter os preços elevados por mais tempo.
Com o petróleo mais caro, os efeitos se espalham rapidamente pela economia global. Combustíveis como gasolina e diesel ficam mais caros, o custo do transporte aumenta e isso pode pressionar os preços de diversos produtos. Esse movimento também influencia decisões de bancos centrais ao redor do mundo, já que pode dificultar o controle da inflação.
Diante desse cenário, cresce a expectativa de que autoridades econômicas adotem uma postura mais cautelosa, adiando ou reduzindo cortes de juros, justamente para conter os impactos da alta dos preços de energia sobre o custo de vida da população.
Com informações da CNN Brasil e Reuters
Foto: © Geraldo Falcão / Agência Petrobras