Mercado eleva expectativa para Selic e projeta juros a 12,50% em 2026
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Analistas consultados pelo Banco Central ajustam previsão da taxa básica de juros pelo terceiro mês seguido, citando pressão da inflação e alta do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio
Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central aumentaram pela terceira semana consecutiva a previsão para a taxa básica de juros, a chamada Selic, e agora esperam que ela termine 2026 em 12,50% ao ano, acima dos 12,25% projetados anteriormente, segundo a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira (23).
O movimento reflete preocupações com a inflação, pressionada principalmente pela alta do petróleo, que disparou após a guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã interromper o transporte da commodity pelo estratégico Estreito de Ormuz.
Na semana passada, o Banco Central havia reduzido a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, mas sinalizou cautela para novos ajustes, destacando o aumento da incerteza em meio ao conflito no Oriente Médio.
De acordo com a pesquisa Focus, os economistas ainda esperam um corte de 0,50 ponto percentual na Selic em abril, para 14,25%. Para a quarta reunião do ano, em junho, a previsão é de redução de 0,50 ponto, menor que os 0,75 ponto estimados anteriormente. Depois disso, os analistas projetam mais dois cortes de 0,50 ponto cada e um ajuste final de 0,25 ponto, com a Selic mantendo-se estável na última decisão do ano. Para 2027, a expectativa permanece em 10,50% ao ano.
O levantamento também mostrou aumento na projeção de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que subiu de 4,10% para 4,17% em 2026, enquanto para 2027 segue em 3,80%. O centro da meta oficial de inflação é 3,00%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que mede a economia do país, foi ligeiramente revisada para cima, de 1,83% para 1,84% em 2026, permanecendo em 1,80% para 2027.
Com informações da Reuters e CNN
Foto: © José Cruz/Agência Brasil/Arquivo