PF investiga empresários por fraude milionária contra a Caixa
Natural de Governador Valadares (MG), iniciou sua trajetória no rádio...
Investigação apura esquema que pode ultrapassar R$ 500 milhões em prejuízos e envolver lavagem de dinheiro e crime organizado

Foto: PF/Divulgação
O empresário Rafael Góis, fundador e CEO do Grupo Fictor, e o ex-sócio Luiz Phillippe Gomes Rubini estão entre os investigados na operação da Polícia Federal que apura um esquema de fraudes contra a Caixa Econômica Federal. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 500 milhões, com suspeitas de estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Segundo as investigações, o grupo teria contado com a participação de funcionários de instituições financeiras e utilizado empresas para movimentar e ocultar recursos ilícitos. A Justiça autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal, além do bloqueio de cerca de R$ 47 milhões em bens, incluindo imóveis, veículos e ativos financeiros. Até o momento, não há confirmação de prisões.
As apurações indicam que o esquema pode ir além de fraudes bancárias, envolvendo estruturas de lavagem de dinheiro possivelmente ligadas ao crime organizado, com indícios de conexão com o Comando Vermelho em regiões do interior de São Paulo.
Rafael Góis lidera o Grupo Fictor, holding fundada em 2007 com atuação em áreas como alimentos, finanças, energia, agronegócio e setor imobiliário, tendo se consolidado como um conglomerado com presença internacional. Já Rubini, que deixou a sociedade no fim de 2024, teve papel relevante na expansão do grupo, especialmente na articulação de negócios e estratégias de crescimento, incluindo tentativas de acesso ao mercado de capitais.
Nos últimos meses, porém, a Fictor enfrentou crise financeira e de imagem. A tentativa frustrada de aquisição do Banco Master, em 2025, agravou a situação. Em fevereiro deste ano, o grupo entrou com pedido de recuperação judicial, declarando dívidas próximas de R$ 4 bilhões, como forma de reorganizar suas operações.