Agro brasileiro bate recorde histórico no 1º trimestre de 2026 e exporta mais de US$ 38 bilhões; superávit chega a US$ 33 bilhões
Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -
Resultado é o maior já registrado para o período de janeiro a março e reflete avanço das vendas externas, abertura de novos mercados e forte desempenho de carnes e soja
O agronegócio brasileiro registrou um primeiro trimestre histórico em 2026, com exportações que somaram US$ 38,1 bilhões entre janeiro e março. O resultado representa o maior valor já registrado para esse período e uma alta de 0,9% em relação ao mesmo intervalo de 2025. No mesmo período, as importações do setor ficaram em US$ 5 bilhões, o que gerou um superávit — quando o país exporta mais do que importa — de US$ 33 bilhões, também em crescimento frente ao ano anterior.
Os números foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e mostram que, apenas em março, o agro brasileiro exportou US$ 15,41 bilhões, respondendo por quase metade de todas as vendas externas do país no mês. O desempenho mensal reforçou o ritmo positivo do trimestre, mesmo com pequenas variações de preço e volume em alguns produtos.
Um dos fatores que ajudaram no resultado foi a ampliação de mercados compradores. Entre janeiro e março, o Brasil abriu 30 novos destinos para produtos agropecuários, somando-se a mais de 500 mercados abertos nos últimos anos. Esse avanço tem contribuído para diversificar as vendas e reduzir a dependência de poucos compradores.
A China seguiu como principal destino das exportações do agro brasileiro, concentrando quase 30% de tudo o que foi vendido ao exterior no trimestre. Em seguida aparecem a União Europeia e os Estados Unidos. Outros países também ganharam relevância, como Índia, Filipinas, México, Tailândia, Japão, Chile e Turquia, que ampliaram suas compras de produtos brasileiros.
Entre os setores, o destaque ficou com a soja, que respondeu por cerca de um terço das exportações do agro, seguida pelas carnes, que tiveram forte crescimento e atingiram mais de US$ 8 bilhões em vendas. Produtos florestais, café, açúcar e cereais também compõem a lista dos principais itens exportados.
Alguns produtos bateram recordes de volume e valor, como a carne bovina e a carne suína, impulsionadas pela maior demanda internacional e pela abertura de novos mercados nos últimos anos. A soja em grãos também alcançou marcas históricas em quantidade embarcada, reforçando a força do Brasil como um dos maiores fornecedores globais de alimentos.
O governo federal destaca que o desempenho é resultado direto da combinação entre aumento da produção, avanços tecnológicos no campo e estratégias de abertura comercial. A avaliação oficial é de que o crescimento das exportações reforça a posição do Brasil como um dos principais protagonistas do comércio mundial de alimentos.
Mesmo com a alta no volume exportado, houve queda nos preços médios de algumas commodities, como açúcar, milho e farelo de soja, o que ajudou a conter parte do crescimento da receita total. Ainda assim, o aumento na quantidade vendida compensou essa redução.
O resultado também mostra a expansão de produtos menos tradicionais na pauta exportadora, como feijões, arroz, rações para animais, pimenta, melancia e derivados de milho, que vêm ganhando espaço em novos mercados internacionais.
Segundo representantes do setor, o desempenho do trimestre reforça a competitividade do agronegócio brasileiro e indica uma tendência de consolidação do país como grande fornecedor global de alimentos, com ampliação contínua de destinos e produtos exportados.
Com informações do portal Notícias Agrícolas
Foto: acervo Agência Brasil