Brasil

Manifestação na Avenida Paulista pede justiça pela morte do cão Orelha

Antônio Campos

Natural de Governador Valadares (MG), iniciou sua trajetória no rádio...

O protesto com cerca de mil pessoas em São Paulo, cobrou rigor na punição aos responsáveis pelo crime bárbaro ocorrido em Santa Catarina

 

Foto: Arquivo

Manifestantes ocuparam a Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (1º), em um ato que pediu justiça pela morte do cachorro Orelha. O episódio ocorreu no dia 4 de janeiro, na Praia Brava, em Florianópolis (SC), quando o animal foi violentamente agredido por adolescentes.

A mobilização teve início por volta das 10h, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), e seguiu pela via até a região do Paraíso. Segundo a Polícia Militar, cerca de mil pessoas participaram do protesto, muitas delas acompanhadas de seus próprios animais de estimação.

Orelha viveu por aproximadamente dez anos nos arredores da Praia Brava e era cuidado coletivamente pela comunidade local. Moradores se revezavam para alimentá-lo, higienizar os abrigos improvisados, trocar cobertores e acompanhar sua rotina. Com o tempo, o cachorro se tornou parte da vida cotidiana do bairro.

No começo de janeiro, após dois dias desaparecido, Orelha foi encontrado em estado crítico. Ele chegou a ser resgatado e levado para atendimento veterinário, mas, devido à gravidade dos ferimentos e ao sofrimento intenso, foi submetido à eutanásia.

Laudos periciais descartaram a possibilidade de atropelamento e apontaram que as lesões foram causadas por agressões. A Polícia Civil de Santa Catarina informou que o crime envolveu quatro adolescentes. Dois estavam no estado no momento da apuração, enquanto os outros dois se encontravam nos Estados Unidos em uma viagem previamente programada, retornando ao Brasil na última quinta-feira (29).

Na segunda-feira (26), a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados. Em um dos endereços, foram encontrados entorpecentes, aparelhos celulares e outros materiais. As investigações continuam e correm sob sigilo.

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