Agronegócio

Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 10,8 bilhões em janeiro de 2026, apesar da queda nos preços médios

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Exportações do agronegócio mantêm ritmo, mas preços médios recuam

As exportações brasileiras do agronegócio atingiram US$ 10,8 bilhões em janeiro de 2026, registrando uma leve queda de 2,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. O desempenho reflete aumento de 7,0% no volume exportado, mas queda de 8,6% no preço médio das commodities, influenciada pela redução dos preços internacionais, conforme o Índice de Preços de Alimentos da FAO.

O resultado representa o terceiro maior valor da série histórica para o mês de janeiro e corresponde a 42,8% do total das exportações brasileiras no período. Já as importações do setor somaram US$ 1,7 bilhão, queda de 11,2%, resultando em superávit de US$ 9,2 bilhões, praticamente estável (-0,4%) em relação a janeiro de 2025.

Entre os destinos, o bloco da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) registrou crescimento de 5,7% nas compras do agro brasileiro, destacando o avanço do país em mercados relevantes do Sudeste Asiático. A China segue como maior comprador, com US$ 2,1 bilhões (20% do total), seguida pela União Europeia (US$ 1,7 bilhão) e Estados Unidos (US$ 705 milhões).

O setor de carnes liderou as exportações, com US$ 2,58 bilhões e crescimento de 24% sobre janeiro de 2025, seguido pelo complexo soja (US$ 1,66 bilhão, +49,4%), produtos florestais (US$ 1,38 bilhão, -8,8%), cereais e farinhas (US$ 1,12 bilhão, +11,3%), café (US$ 1,10 bilhão, -24,7%) e complexo sucroalcooleiro (US$ 0,75 bilhão, -31,8%).

Destaque para a carne bovina in natura, com US$ 1,3 bilhão exportados e 231,8 mil toneladas embarcadas para 116 países. Nos Estados Unidos, o volume comprado cresceu 93%.

Além dos produtos tradicionais, alguns itens alcançaram recordes históricos em janeiro de 2026: glicerina em bruto (US$ 46,9 milhões, +114,9%), óleo de milho (US$ 21,8 milhões, +335,8%), mamões frescos (US$ 6,36 milhões, +17,3%), pargos (US$ 5,84 milhões, +29,1%), cerveja (US$ 19,86 milhões, +3,6%) e ovos (US$ 14,7 milhões, +9,2%). Esses resultados indicam diversificação e acesso a novos nichos de mercado.

Fonte: MAPA

Foto: © CNA/Wenderson Araujo/Trilu

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