Lulinha tem dados bancários e fiscais suspensos por decisão judicial, após solicitação da Polícia Federal, e passa a ser apurado em esquema envolvendo o INSS
Natural de Governador Valadares (MG), iniciou sua trajetória no rádio...
Lulinha é apurado por suspeitas de irregularidades contra aposentados e tornou-se alvo, nesta quinta-feira (26), de investigação conduzida pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS.

Imagem: reprodução redes sociais
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou em janeiro o pedido da Polícia Federal para a quebra de sigilos bancário, fiscal e de e-mails de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Lula. Os dados já estão sob posse dos investigadores. A informação foi divulgada pelo portal Poder360 e confirmada pelo SBT News.
A medida foi tomada no contexto das apurações sobre um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De acordo com a PF, um grupo criminoso teria realizado descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas com objetivo de obter vantagens financeiras ilícitas.
Lulinha é mencionado em ao menos quatro pontos da investigação. O principal envolve um suposto repasse de R$ 300 mil feito por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Em mensagens interceptadas, ele afirma que o valor deveria ser destinado ao “filho do rapaz”, expressão que, segundo a PF, indicaria o beneficiário final.
Relatório enviado ao STF em dezembro aponta que o pagamento foi direcionado à empresa RL Consultoria e Intermediações LTDA, apontada como possível empresa de fachada. A Polícia Federal sustenta que, pelo teor das conversas e pela movimentação financeira analisada, o montante não corresponderia a serviços efetivamente prestados, mas teria como finalidade favorecer o destinatário oculto.
Relatórios de inteligência financeira indicam ainda que a RL Consultoria recebeu R$ 18,27 milhões, parte significativa oriunda de companhias ligadas ao “Careca do INSS”. A empresa tem como sócios Roberta Moreira Luchsinger, amiga de Lulinha, e o pai dela.
A defesa afirma que ele está disposto a colaborar espontaneamente com as investigações, mas ainda não comentou especificamente a decisão de quebra de sigilo.