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Economia

Petróleo dispara no mundo após ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã e tensão pode levar barril a US$ 100

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Movimento já pressiona mercados globais e reacende temor de combustíveis mais caros, enquanto países produtores avaliam aumentar a oferta para conter impactos

 

Os preços do petróleo subiram com força nesta segunda-feira (2) depois que Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra o Irã no fim de semana, aumentando a tensão no Oriente Médio e elevando o risco de interrupções no fornecimento mundial de energia.

Segundo as principais agência internacionais, como a Reuters, o petróleo produzido nos EUA teve alta de quase 8%, enquanto o tipo Brent — referência internacional usada como base para definir preços no mundo — subiu cerca de 6,5%, chegando a ser negociado acima de 82 dólares no início do dia antes de recuar para perto de 77 dólares por barril. A alta já vinha sendo antecipada pelo mercado diante da possibilidade de conflito.

Ao mesmo tempo, os principais índices futuros das bolsas americanas — que indicam a tendência de abertura do mercado — caíram mais de 1%, refletindo o aumento da incerteza global. Por outro lado, empresas do setor de petróleo, como ExxonMobil e Chevron, tiveram valorização, já que preços mais altos do barril tendem a ampliar seus lucros. Companhias ligadas à indústria de defesa também subiram, entre elas Northrop Grumman e Lockheed Martin.

Apesar da reação imediata,de acordo com reportagem da CNN, investidores ainda acreditam que o impacto sobre a produção de petróleo pode ser temporário. No entanto, há forte incerteza sobre a duração do conflito, que o presidente Donald Trump indicou que pode se estender por semanas.

Analistas alertam que, caso haja interrupções maiores — como paralisação de campos petrolíferos, bloqueio de rotas de transporte ou instabilidade política prolongada — o preço do barril pode ultrapassar 100 dólares. Se isso ocorrer, o custo dos combustíveis tende a subir rapidamente, pressionando o bolso do consumidor.

Neste domingo (1/3) em meio a esse cenário, oito países do grupo Opep+ decidiram retomar gradualmente o aumento da produção de petróleo a partir de abril de 2026. O ajuste será de 206 mil barris por dia e faz parte da devolução progressiva dos cortes iniciados em 2023 para equilibrar o mercado.

Participaram da decisão Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã. O objetivo é aumentar a oferta com cautela diante dos baixos estoques globais e da instabilidade provocada pelo conflito.

Também de acordo com analistas de mercado ouvidos pela CNN Internacional, nos bastidores, alguns desses países já vinham ampliando exportações de forma preventiva para evitar falta de produto no mercado internacional.

O grupo seguirá avaliando mensalmente a situação e pode acelerar ou interromper o aumento da produção dependendo da evolução da crise no Oriente Médio, cujo desdobramento agora se tornou um dos principais fatores de risco para a economia global.

Com inforrmações da Reuters / CNN / CNN Brasil e Folha

Foto: FreePik – uso liberado 

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