A defesa de “sicário”, diz que pretende acompanhar de perto o andamento das investigações sobre a morte
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Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão foi detido na quarta-feira (4/3) e permanecia sob custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal em Belo Horizonte

Foto: PM MG/Divulgação
Após a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado como braço direito do empresário Daniel Vorcaro, a defesa do investigado afirmou que acompanha atentamente as circunstâncias do caso e levantou a possibilidade de falha por parte do Estado na custódia do preso.
Mourão estava detido desde quarta-feira (4/3) na Superintendência Regional da Polícia Federal em Belo Horizonte e morreu na sexta-feira (6/3) após tirar a própria vida dentro da cela.
Em nota enviada à imprensa, os advogados afirmaram que ainda é cedo para conclusões definitivas, mas destacaram indícios que, segundo a defesa, podem indicar omissão ou negligência na vigilância do detento. O argumento é que a cela onde Mourão estava era monitorada por câmeras “sem pontos cegos” e que o processo de asfixia costuma levar vários minutos até provocar danos neurológicos, o que poderia ter permitido uma intervenção preventiva.
Diante disso, a defesa sustenta que existe a possibilidade de responsabilização por falha na segurança do custodiado, já que o Estado teria o dever de agir para evitar o desfecho.
Segundo investigações da Polícia Federal, Mourão era suspeito de atuar diretamente para Vorcaro em tarefas como obtenção de informações confidenciais, vigilância de pessoas e atuação em situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado. A apuração do caso segue em andamento.