Abono do PIS/PASEP 2026 começa a ser pago para trabalhadores de março e abril a partir de 15 de abril
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Cerca de 25 milhões de brasileiros vão receber mais de R$ 32 bilhões neste ano; valores variam de R$ 136 a R$ 1.621, dependendo do tempo trabalhado em 2024, com pagamentos feitos pela Caixa e pelo Banco do Brasil
Os trabalhadores nascidos em março e abril começam a receber o abono do PIS/PASEP 2026 a partir do dia 15 deste mês, seguindo o calendário que organiza os pagamentos conforme o mês de nascimento e se estende até 15 de agosto. Aqueles que nasceram em fevereiro já tiveram os valores liberados. O prazo final para saque vai até dezembro.
Neste ano, cerca de 25 milhões de pessoas terão direito ao benefício, que totaliza mais de R$ 32 bilhões em repasses. O valor do abono depende do tempo de trabalho durante 2024: quem trabalhou apenas um mês recebe R$ 136, enquanto quem atuou todos os 12 meses tem direito ao valor máximo de R$ 1.621.
Para ter direito, é necessário ter trabalhado pelo menos 30 dias com carteira assinada ou como servidor público em 2024, com remuneração média de até R$ 2.766 por mês. Além disso, o trabalhador precisa estar inscrito no programa há pelo menos cinco anos e ter os dados corretamente informados pelo empregador.
As regras do benefício ficaram mais rigorosas após mudanças aprovadas no fim de 2024, que reduziram gradualmente o limite de renda para acesso ao PIS/PASEP. A expectativa do governo é que, até 2035, apenas trabalhadores com renda de até um salário mínimo e meio possam receber o abono.
Os pagamentos são realizados pela Caixa Econômica Federal para o PIS e pelo Banco do Brasil para o PASEP. Os valores podem ser creditados diretamente na conta do trabalhador, movimentados digitalmente ou retirados em agências, lotéricas e terminais de autoatendimento.
É possível consultar os detalhes do abono pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital e nas plataformas Caixa Tem e Caixa Trabalhador, onde o trabalhador pode verificar valores, datas e informações do pagamento. Caso o dinheiro não seja sacado dentro do calendário, ele retorna aos cofres públicos, e será necessário solicitar o resgate posteriormente dentro do prazo legal.
Com informações da Agência Brasil
Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil