Banco Pleno, antigo Voiter, é fechado pelo Banco Central por problemas financeiros graves
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Instituição enfrentava falta de liquidez, dívidas bilionárias e irregularidades; controlador e gestores têm bens bloqueados e investigação continua
O Banco Central determinou nesta quarta-feira a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, antigo Voiter, que fazia parte do conglomerado do Banco Master, alvo de investigações por suspeitas de fraudes financeiras. A medida foi tomada após a instituição enfrentar grave crise econômica, com falta de recursos para honrar compromissos e descumprimento de normas do setor bancário.
Com a decisão, os bens do controlador e dos administradores do banco ficaram bloqueados. O Banco Central informou que seguirá investigando responsabilidades, podendo aplicar sanções e encaminhar o caso a outras autoridades competentes.
O Pleno vinha tendo dificuldades para captar recursos e estava proibido de emitir novos CDBs (Certificados de Depósito Bancário), que eram sua principal fonte de financiamento. No mercado secundário, esses títulos chegaram a render 165% do CDI, a taxa básica de referência do sistema financeiro, no final de 2025.
Segundo dados do Banco Central de junho de 2025, o banco tinha patrimônio líquido de R$ 672 milhões e lucro líquido de R$ 169 milhões, mas acumulava passivos de R$ 6,68 bilhões, sendo R$ 5 bilhões em CDBs. O órgão destacou que o conglomerado representava apenas 0,04% dos ativos totais do sistema financeiro e 0,05% das captações do setor.
O controlador do banco assumiu a instituição após romper sociedade com o ex-sócio em julho de 2025. Ambos chegaram a ser presos durante a operação Compliance Zero, mas foram liberados com tornozeleira eletrônica.
A trajetória do Banco Pleno inclui várias reestruturações, passando pela fase Indusval, mudança para Voiter em 2019, tentativa de venda frustrada em 2023 e aquisição pelo Banco Master em 2024.
O caso se soma a outras liquidações recentes envolvendo instituições ligadas ao mesmo grupo, como Master, LetsBank, Reag e Will Bank, enquanto avançam investigações sobre estruturas societárias e operações financeiras suspeitas.
Fonte: UAI – Folha – UOL
Foto: Sede do Banco Central – (© Antonio Cruz/Agência Brasil)
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