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Brasil

Bancos vão injetar R$ 32,5 bilhões em fundo que protege correntistas após rombo bilionário do Banco Master

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Instituições financeiras anteciparão cinco anos de contribuições ao Fundo Garantidor de Créditos para recompor o caixa depois dos pagamentos a centenas de milhares de clientes prejudicados pela liquidação do Banco Master

Os bancos que integram o Sistema Financeiro Nacional vão antecipar contribuições e depositar R$ 32,5 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo que funciona como uma espécie de seguro para proteger correntistas e investidores em caso de quebra de instituições financeiras. O reforço no caixa foi aprovado pelo conselho de administração do fundo e deverá ser realizado até o dia 25 de março de 2026.

A medida foi adotada depois dos desembolsos bilionários provocados pela liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central no fim de 2025. Desde então, o fundo vem sendo acionado para ressarcir clientes e investidores que tinham dinheiro aplicado na instituição ou em empresas do mesmo grupo financeiro.

Até agora, o FGC já pagou cerca de R$ 38,4 bilhões em garantias a credores ligados ao conglomerado, valor que corresponde a aproximadamente 94% do total estimado de indenizações. Cerca de 675 mil pessoas já receberam os valores devidos, o equivalente a 87% do número de beneficiários previstos.

Para recompor as reservas após esses pagamentos, os bancos decidiram antecipar contribuições que normalmente seriam recolhidas ao longo de cerca de cinco anos. Na prática, as instituições financeiras vão adiantar recursos equivalentes a 60 meses de recolhimentos ao fundo, permitindo recompor rapidamente a capacidade financeira da entidade.

O Fundo Garantidor de Créditos é mantido pelas próprias instituições financeiras e tem a função de proteger depositantes quando um banco quebra ou entra em processo de liquidação. O mecanismo garante a devolução de depósitos e aplicações financeiras dentro dos limites estabelecidos pela legislação, preservando a confiança no sistema bancário e evitando prejuízos generalizados aos clientes.

A crise envolvendo o Banco Master se tornou um dos maiores episódios já enfrentados pelo fundo. A liquidação da instituição e de empresas ligadas ao grupo mobilizou dezenas de bilhões de reais em garantias e provocou impacto significativo nas reservas do FGC, exigindo agora a recomposição rápida do caixa para manter a proteção aos correntistas e a estabilidade do sistema financeiro brasileiro.

Com informações da CNN e Portal UAI

Foto: Banco Central – foto oficial

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