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Brasil

Base aliada impede aprovação de relatório, e CPMI do INSS é encerrada sem solicitações de indiciamento

Antônio Campos

Natural de Governador Valadares (MG), iniciou sua trajetória no rádio...

O Palácio do Planalto articulou sua base e utilizou a maioria para barrar o texto que solicitava apurações contra Lulinha; o relatório substituto acabou não sendo analisado

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS encerrou seus trabalhos na madrugada deste sábado (28) sem aprovar o relatório final. O documento, com mais de 4 mil páginas e elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar, recomendava o indiciamento de 212 pessoas e quatro empresas por suposto envolvimento em fraudes bilionárias na Previdência. No entanto, a base governista utilizou sua maioria para rejeitar o texto por 19 votos a 12, garantindo uma vitória política ao governo.

Entre os nomes citados no relatório estavam Fábio Luís Lula da Silva, o ex-ministro Carlos Lupi, o banqueiro Daniel Vorcaro e Antônio Carlos Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Segundo o documento, o grupo teria ligação com um esquema que desviou cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas.

Nos bastidores, o Palácio do Planalto atuou para assegurar o resultado, mobilizando parlamentares aliados e evitando ausências durante a votação. A sessão foi marcada por intensos debates, troca de acusações e até confrontos verbais, evidenciando o clima de tensão entre governistas e oposição.

Sem consenso, um relatório alternativo articulado pela base governista também não avançou. Esse texto sugeria o indiciamento de 170 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e o ex-ministro Onyx Lorenzoni. No entanto, a proposta não foi levada à votação, e a comissão foi encerrada sem um relatório aprovado.

A CPMI havia sido instalada em agosto de 2025 para investigar irregularidades em descontos indevidos nos benefícios do INSS, prática que afetou milhares de segurados. Ao longo dos trabalhos, o colegiado também se debruçou sobre suspeitas envolvendo empréstimos consignados e instituições financeiras.

Tentativas de prorrogar o funcionamento da comissão foram barradas pelo Supremo Tribunal Federal, que manteve o prazo final de atividades. Durante o processo, ministros da Corte criticaram procedimentos adotados pela CPMI, especialmente em relação ao acesso e vazamento de informações sigilosas, o que aumentou ainda mais a controvérsia em torno dos trabalhos.

Com o fim da comissão sem um desfecho consensual, o caso segue gerando repercussão política e questionamentos sobre a responsabilização dos investigados.

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