Brasil contabilizou 9 milhões de novos inadimplentes após o encerramento do Desenrola
Natural de Governador Valadares (MG), iniciou sua trajetória no rádio...
O aumento do endividamento gera apreensão no governo federal, que já avalia a criação de um novo programa de renegociação de débitos

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
O Brasil atingiu, em fevereiro de 2026, a marca de 81,4 milhões de pessoas inadimplentes, o maior nível desde 2020, segundo dados do Serasa. O avanço do endividamento, especialmente em ano eleitoral, tem acendido o alerta no governo federal, que já avalia novas medidas para conter o problema.
Uma das propostas em estudo é o chamado “Desenrola 2.0”, inspirado no programa lançado em 2023. Na época, o país tinha 72,9 milhões de inadimplentes, número que voltou a crescer mesmo após a iniciativa, com o acréscimo de cerca de 9 milhões de novos devedores. Embora mais de 15 milhões de pessoas tenham sido beneficiadas até o fim do programa, em março de 2024, o impacto não foi suficiente para reduzir de forma duradoura os índices gerais.
O Desenrola original priorizou pessoas com renda de até dois salários mínimos ou inscritas no CadÚnico, grupo em que houve uma leve queda da inadimplência ao longo do período. Ainda assim, o cenário geral permanece crítico, com 332,2 milhões de dívidas registradas.
A nova versão do programa deve trazer regras mais rígidas para evitar a reincidência no endividamento. Entre as medidas analisadas estão restrições ao acesso a linhas de crédito mais caras, como o rotativo do cartão e o cheque especial, além da exigência de compromissos por parte dos beneficiários. Também está em discussão a possibilidade de uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para ajudar na quitação de débitos, facilitando a reorganização financeira das famílias.
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