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Brasil

Caso Gisele: laudos periciais e conversas derrubaram a versão apresentada por tenente-coronel, afirma delegado

Antônio Campos

Natural de Governador Valadares (MG), iniciou sua trajetória no rádio...

Crime Real deste domingo (29) expõe os detalhes de bastidores do caso de feminicídio da policial militar paulista Gisele Alves Santana

Foto: Gisele Alves Santana/Instagram

O programa True Crime exibido neste domingo (29) revela os bastidores da investigação sobre o feminicídio da soldado da Polícia Militar de São Paulo, Gisele Alves Santana, de 32 anos, morta dentro de casa. O principal suspeito é o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53, que chegou a sustentar a versão de suicídio. Ele foi preso e responde judicialmente por feminicídio.

À frente do caso, o delegado Lucas Lopes explicou como a Polícia Civil conseguiu desmontar a narrativa inicial e comprovar que se tratava de um homicídio. Segundo ele, desde os primeiros levantamentos, a cena apresentava inconsistências que não condiziam com um suicídio, exigindo uma apuração minuciosa baseada em provas concretas.

A perícia técnica teve papel decisivo na elucidação do crime. A análise de vestígios — como padrões de sangue, posição do corpo e, principalmente, a ausência de resíduos de pólvora nas mãos da vítima — indicou que Gisele não efetuou o disparo. De acordo com o delegado, em casos de tiro à curta distância, é comum a presença desses resíduos, o que não foi identificado.

Outro fator que despertou suspeitas foi o comportamento do investigado. Conforme a polícia, o militar apresentou um relato detalhado e repetitivo, mas com lacunas relevantes, além de não demonstrar reação emocional diante da situação. A postura considerada fria e controlada reforçou a necessidade de aprofundar a investigação com base em elementos técnicos.

O trabalho policial também envolveu a análise de horas de imagens e o depoimento de mais de 30 testemunhas, muitas delas ouvidas sob sigilo para evitar interferências no andamento do caso. Segundo o delegado, o cuidado com a confidencialidade foi essencial para não comprometer as diligências.

As mensagens trocadas entre o casal também contribuíram para esclarecer o contexto da relação. O conteúdo apontou um histórico de comportamento possessivo, ciúmes excessivos e sinais de violência psicológica, evidenciando uma escalada de tensão que, segundo os investigadores, culminou no crime.

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