Chuvas paralisam produção de leite e hortaliças em Juiz de Fora e Zona da Mata
Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -
Volume de água recorde em fevereiro danifica lavouras, compromete silagem e dificulta escoamento, mobilizando entidades do setor agropecuário
A produção agrícola e pecuária em Juiz de Fora e municípios vizinhos da Zona da Mata foi fortemente afetada neste mês de fevereiro, com prejuízos em lavouras de milho para silagem e em hortaliças, além de dificuldades para transportar alimentos até os mercados. O excesso de água deixou áreas alagadas, solo instável e interrompeu atividades essenciais para o abastecimento local.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, até o dia 24 o município acumulou 579,3 milímetros de chuva, volume 240% acima da média histórica para o período, que é de 170,3 milímetros. Entre os dias 22 e 24, quase 230 milímetros caíram em poucos dias, concentrando o impacto e provocando enxurradas, alagamentos e risco de deslizamentos em áreas inclinadas.
O excesso de água atingiu diretamente a produção de leite, principal atividade econômica da região, e a colheita de milho destinada à silagem, alimento essencial para a nutrição do gado. “Das quatro partes que foram plantadas, apenas uma conseguimos colher. A maioria dos produtores não conseguiu colher nada”, disse Osni Pessamilio, presidente do Sindicato Rural de Juiz de Fora. Além da quantidade, a qualidade do milho colhido caiu, prejudicando o valor nutritivo da silagem.
Hortaliças e verduras também sofreram com o excesso de umidade, que compromete raízes e favorece doenças. Sem acesso adequado às vias de transporte, muitos produtores enfrentam perdas e a necessidade de descartar produtos perecíveis. Em áreas de morro, o solo escorregadio limita o uso de máquinas e aumenta o risco de acidentes.
Mesmo com tecnologia avançada no plantio, os prejuízos se mostraram inevitáveis. Segundo Pessamilio, a queda de qualidade pode chegar a 60%, enquanto o volume total perdido ainda está sendo contabilizado. Municípios vizinhos, como Ubá, também enfrentam impactos semelhantes, agravando a situação da cadeia produtiva local.
Diante da emergência, o Sistema Faemg Senar, entidade que representa produtores rurais em Minas Gerais, divulgou nota de apoio às famílias do campo. A instituição oferece orientação técnica, articulação com lideranças locais e assistência para recuperação das atividades prejudicadas, mantendo escritórios à disposição dos produtores para minimizar os efeitos das tempestades.
Com informações do site Notícias Agrícolas
Foto: Notícias Agrícolas