Brasil

Com o fim de recesso, Câmara e Senado começam 2026 com calendário reduzido

Antônio Campos

Natural de Governador Valadares (MG), iniciou sua trajetória no rádio...

Eleições, feriados e a Copa do Mundo tendem a impactar o andamento do Congresso, concentrando a maior parte das votações no primeiro semestre.

Foto:Lula Marques/ Agência Brasil

 

Deputados e senadores retomam os trabalhos nesta segunda-feira (2), após pouco mais de 40 dias de recesso parlamentar, em um ano legislativo encurtado pelo calendário eleitoral de outubro e por eventos que devem influenciar o ritmo das votações, como feriados nacionais e a realização da Copa do Mundo.

Diante desse contexto, a tendência é que a maior parte das deliberações no Congresso fique concentrada no primeiro semestre, antes do início oficial das campanhas eleitorais.

Com o avanço do calendário eleitoral, governo e oposição articulam estratégias para destravar pautas com potencial impacto político. Entre as prioridades do Palácio do Planalto está a proposta que prevê o fim da escala de trabalho seis por um.

Na Câmara dos Deputados, a retomada ocorre com uma pauta alinhada aos interesses do Executivo, incluindo a medida provisória que institui o programa “Gás do Povo”, voltado à distribuição gratuita de botijões de gás para famílias de baixa renda.

Já a oposição deve concentrar esforços em projetos ligados à segurança pública e na instalação de comissões parlamentares de inquérito para manter temas sensíveis ao governo em evidência, como a CPMI do INSS e a tentativa de criação de uma comissão para apurar supostas fraudes no Banco Master.

No Senado, além da análise de vetos presidenciais, o governo também enfrenta resistência à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

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