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Economia

Correios renegociam quase toda a dívida com fornecedores e economizam R$ 321 milhões em plano para recuperar as contas

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Com empréstimo de R$ 12 bilhões garantido pelo governo, estatal reorganiza pagamentos, parcela débitos e prepara venda de imóveis para enfrentar prejuízo bilionário e tentar recuperar as finanças

Os Correios conseguiram renegociar 98,2% das dívidas com fornecedores e prestadores de serviços e já economizaram R$ 321 milhões desde o início de 2026. O resultado faz parte do plano de reestruturação financeira da estatal, que tenta reorganizar as contas após enfrentar a maior crise de sua história recente.

As negociações permitiram reduzir o valor total das dívidas porque empresas credoras aceitaram abrir mão de multas e juros para receber os pagamentos atrasados. Em alguns casos, os valores também foram parcelados sem correção, o que diminui o impacto imediato sobre o caixa da companhia.

A reestruturação só foi possível após a estatal contratar, no fim de 2025, um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a um consórcio de bancos, com garantia da União. O recurso passou a dar fôlego financeiro à empresa, permitindo reorganizar dívidas e manter o funcionamento da rede postal enquanto o plano de recuperação avança.

Mesmo com essas medidas, a situação financeira ainda é delicada. A empresa acumulou prejuízo de R$ 6,057 bilhões entre janeiro e setembro de 2025, e a previsão do governo federal é que 2026 ainda termine com resultado negativo, estimado em cerca de R$ 9,1 bilhões. A expectativa oficial é que o equilíbrio financeiro comece a aparecer apenas a partir de 2027.

Além da renegociação com fornecedores, os Correios também conseguiram parcelar cerca de R$ 1,2 bilhão em dívidas judiciais e impostos. Esses valores continuam sendo devidos, mas o pagamento foi distribuído ao longo do tempo, o que ajuda a aliviar a pressão sobre o caixa no curto prazo.

Outra frente do plano envolve a venda de imóveis da estatal. Ainda neste mês, a empresa pretende colocar em leilão cerca de R$ 600 milhões em prédios, principalmente em cidades médias e grandes. A expectativa é vender entre 20% e 40% desse total, o que poderia gerar até R$ 120 milhões nesta primeira etapa. No plano geral de reestruturação, a meta é arrecadar até R$ 1,5 bilhão com a venda de propriedades.

A empresa também iniciou um programa de demissão voluntária, que pretende reduzir o quadro em até 10 mil funcionários. Até agora, cerca de 500 trabalhadores já aderiram, e outros mil devem deixar a estatal até 16 de março.

Paralelamente, os Correios vêm reduzindo sua estrutura física. Cerca de 127 unidades já foram fechadas, dentro de um plano que prevê encerrar até mil pontos de atendimento em todo o país.

Nos bastidores, a direção da empresa avalia que a recuperação financeira depende de equilibrar três pressões: as metas do governo federal, as demandas dos trabalhadores e a necessidade de manter o serviço à população. Apesar dos primeiros sinais de alívio no caixa, a reestruturação ainda enfrenta resistência interna e deve continuar ao longo dos próximos anos.

Com informações: CNN – Agência Brasil – Info Money

Foto: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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