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Brasil

Corrida global por minerais críticos faz pedidos de pesquisa no Brasil dispararem 81% em um ano

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Lítio, níquel, cobalto e terras raras estão no centro do interesse internacional; Brasil concentra reservas estratégicas, mas ainda produz pouco e precisa transformar potencial geológico em presença real no mercado

 

O interesse mundial por minerais críticos, essenciais para tecnologias modernas e a transição energética, tem impulsionado o setor mineral brasileiro. Em 2025, a Agência Nacional de Mineração registrou um salto expressivo nos pedidos de autorização para pesquisa mineral: entre janeiro e março, foram apresentados 1.637 requerimentos, enquanto no último trimestre do ano o número saltou para 2.960, representando um aumento de 81%. No total, 9.319 solicitações foram protocoladas ao longo do ano, levando a agência a trabalhar no limite de sua capacidade de análise.

Entre os minerais mais procurados estão lítio, níquel, cobalto e terras raras, usados principalmente em baterias, eletrônicos e tecnologias de energia limpa. Entre 2017 e 2022, a demanda global por lítio triplicou, o consumo de cobalto cresceu 70% e o de níquel subiu 40%, puxado pelo aumento na produção de baterias para veículos elétricos e armazenamento de energia.

O Brasil aparece como protagonista geológico nesse cenário. Segundo a ANM, o país concentra 94,1% das reservas mundiais de nióbio, 22,4% de grafita, 16% de níquel e 9,1% de terras raras, além de ocupar a sétima posição mundial em reservas de lítio. No entanto, a produção brasileira ainda é pequena: apenas 0,002% do lítio, 0,03% das terras raras, 3% do níquel e 2% do cobre produzidos globalmente vêm do Brasil. A produção de cobalto também é mínima.

No cenário internacional, a produção de grafita é dominada pela China, com 82% da oferta, enquanto o níquel é majoritariamente produzido na Indonésia, que responde por cerca de 60% do total mundial. Ao mesmo tempo, projeções indicam possíveis déficits globais de cobre, lítio, níquel e cobalto na próxima década, mesmo com novos projetos em andamento.

O tema também entrou na pauta diplomática: no sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, assinaram um acordo de cooperação envolvendo minerais críticos e terras raras. O documento, porém, não estabelece metas financeiras nem obrigações formais de investimento.

O desafio agora é transformar o potencial geológico do Brasil em capacidade produtiva real, garantindo maior presença no mercado internacional e aproveitando o crescimento da demanda global por minerais estratégicos.

Com informações da CNN

Foto: © Gil Leonardi/Agência Minas

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