Desemprego sobe no início do ano, mas salário do brasileiro atinge maior valor da história
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Alta da desocupação para 5,8% reflete fim de contratos temporários, enquanto renda média cresce e chega a R$ 3.679 no país
A taxa de desemprego no Brasil voltou a subir e atingiu 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O aumento foi provocado principalmente pelo encerramento de contratos temporários em áreas como saúde, educação e construção civil, algo comum no início de cada ano.
Com isso, o número de pessoas sem trabalho chegou a 6,2 milhões, cerca de 600 mil a mais do que no trimestre anterior. Ainda assim, o resultado é o menor já registrado para esse período desde o início da série histórica, em 2012, o que indica que, apesar da alta recente, o mercado de trabalho segue em patamar relativamente positivo.
Ao mesmo tempo, o total de pessoas ocupadas no país ficou em 102,1 milhões, com leve queda de 0,8%. A redução foi puxada principalmente pelo setor público e áreas ligadas à saúde e educação, que perderam cerca de 696 mil vagas. Segundo o IBGE, isso acontece porque muitos trabalhadores são contratados por tempo determinado e têm seus vínculos encerrados na virada do ano.
A construção civil também contribuiu para o resultado negativo, com menos 245 mil trabalhadores. O recuo está ligado à diminuição na procura por obras e reformas residenciais nos primeiros meses do ano, período em que as famílias costumam reduzir esse tipo de gasto.
Apesar do aumento no desemprego, quem permaneceu trabalhando teve motivo para comemorar. O rendimento médio do brasileiro alcançou R$ 3.679 — o maior valor já registrado. O crescimento foi de 5,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, impulsionado principalmente pela maior demanda por trabalhadores e pelo avanço dos empregos formais, especialmente nos setores de comércio e serviços.
Entre as áreas que mais contribuíram para o aumento dos salários estão o comércio e a reparação de veículos, com alta de 4,1%, além dos serviços em geral, que registraram crescimento de 11,2%. Já atividades ligadas ao setor público, como educação e saúde, também apresentaram aumento, embora mais moderado.
Outro dado relevante mostra que 16,1 milhões de brasileiros estão em situação de subutilização — ou seja, pessoas que estão desempregadas, trabalham menos horas do que gostariam ou até desistiram de procurar emprego, mas ainda desejam trabalhar.
Já a informalidade, que inclui trabalhadores sem carteira assinada ou sem registro formal, teve leve queda e ficou em 37,5%. Esse movimento foi influenciado pela redução de vagas em setores com maior presença de trabalhos informais, como construção, indústria e agricultura.
Por fim, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado se manteve estável, somando 39,2 milhões de pessoas, indicando que o mercado formal segue resistente mesmo diante das oscilações típicas do começo do ano.
Com informações da Joven Pan News e CNN
Foto: ilustrativa – Agência Brasil
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