Ex-presidente do Rioprevidência é preso na 2ª fase da Operação Barco de Papel
Natural de Governador Valadares (MG), iniciou sua trajetória no rádio...
De acordo com investigação, Deivis Marcon Antunes, em sua gestão, investiu cerca de R$ 970 milhões em letras financeiras do Banco Master

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso pela Polícia Federal nesta terça-feira (3), no Rio de Janeiro, durante a segunda fase da Operação Barco de Papel. Ele é apontado como o principal alvo da investigação que apura fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Celulares do investigado também foram apreendidos.
Antunes havia renunciado ao comando do fundo de previdência dos servidores do Estado do Rio em janeiro, após a deflagração da primeira fase da operação, que investiga suspeitas de gestão fraudulenta, desvios de recursos e corrupção. Segundo a PF, entre novembro de 2023 e julho de 2024, o Rioprevidência investiu cerca de R$ 970 milhões em letras financeiras do Banco Master, instituição que entrou em liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025.
Nesta etapa, a PF cumpriu três mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. As ordens foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do RJ, com base em indícios de obstrução das investigações e ocultação de provas. Dois investigados seguem foragidos.
A PF identificou movimentações suspeitas, como retirada de documentos do apartamento de Antunes, manipulação de provas digitais e transferência de veículos de luxo. O ex-dirigente foi interceptado pela PRF em Itatiaia (RJ), após desembarcar em Guarulhos (SP), e será transferido para a Superintendência da PF no Rio, onde ficará à disposição da Justiça.