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Agronegócio

Exportações de café do Brasil despencam 27% no início do ano

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Venda aos Estados Unidos registra queda de quase 46%, enquanto Alemanha continua como maior destino do produto brasileiro

As exportações brasileiras de café começaram 2026 em queda significativa. Nos dois primeiros meses do ano, o Brasil embarcou 5,41 milhões de sacas de 60 kg, volume 27,3% menor do que no mesmo período de 2025, gerando receita de US$ 2,241 bilhões, 13% abaixo do registrado no ano passado. Só em fevereiro, as exportações somaram 2,618 milhões de sacas, arrecadando US$ 1,062 bilhão, queda de 23,5% em relação a fevereiro de 2025.

O recuo é puxado principalmente pelo café arábica, que sofre perdas acentuadas na Bolsa de Nova York, motivadas pela redução de posições de fundos de investimento e pela expectativa de maior oferta na próxima safra. Além disso, a valorização do real frente ao dólar e a venda gradual por produtores brasileiros, que estão capitalizados neste início de ano, reduziram a competitividade do café brasileiro no mercado internacional. Segundo o presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Márcio Ferreira, “essa tendência deve continuar até a próxima safra, com risco de perda de espaço do Brasil para outros países produtores, o que não é favorável em médio e longo prazos”.

Entre os destinos do café brasileiro, a Alemanha manteve-se como principal comprador, com 786.589 sacas exportadas, mas ainda assim 20,1% abaixo do volume do ano passado. Os Estados Unidos, tradicionalmente um dos maiores importadores, receberam 655.998 sacas, queda de 45,8%. Outros mercados importantes também registraram variações: Itália importou 568.598 sacas (+5,9%), Bélgica comprou 331.747 sacas (-6,8%) e Japão recebeu 315.816 sacas (-34,5%).

O cenário revela que, mesmo com produtores capitalizados e preço atrativo no mercado interno, o Brasil enfrenta desafios para manter sua presença no comércio internacional de café, especialmente diante da valorização da moeda nacional e da expectativa de oferta maior no futuro próximo.

Com informações do Estadão Agro e Cecafé

Foto: ilustrativa – Cecafé

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