Brasil

Governo aumenta imposto de importação e encarece smartphones e mais de mil produtos no Brasil

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Medida anunciada pelo Ministério da Fazenda eleva taxas cobradas na entrada de mercadorias no país e pode impactar preços para consumidores e empresas

O governo federal anunciou um amplo aumento no imposto cobrado sobre produtos que entram no Brasil vindos do exterior. A decisão já atinge mais de mil itens, entre eles smartphones, equipamentos tecnológicos, máquinas industriais e outros bens usados na produção. Em alguns casos, a taxa cobrada na importação subiu até 7,2 pontos percentuais, o que pode deixar esses produtos mais caros no mercado interno.

Segundo o Ministério da Fazenda, os itens afetados representam uma fatia cada vez maior do consumo no país. O objetivo da medida, de acordo com o governo, é reequilibrar a concorrência com a indústria brasileira, protegendo setores considerados vulneráveis à competição estrangeira e reduzindo riscos para a produção nacional. Na prática, o imposto de importação é um valor adicional pago quando um produto cruza a fronteira para ser vendido no Brasil, e esse custo costuma ser repassado ao comprador final.

A decisão, no entanto, gerou críticas de representantes do comércio exterior e da própria indústria. Eles alertam que o encarecimento de peças, equipamentos e matérias-primas compradas de fora pode reduzir a competitividade das empresas brasileiras, atrasar a modernização de fábricas e aumentar os custos de produção. Muitos empresários afirmam que diversos setores já operam com máquinas antigas e dependem de tecnologia importada para se atualizar.

Na avaliação de lideranças empresariais, o aumento das tarifas pode refletir em preços mais altos para o consumidor, atingindo desde eletrodomésticos até serviços de manutenção de equipamentos e infraestrutura na área da saúde. Como boa parte da cadeia produtiva depende de componentes vindos de outros países, o impacto pode se espalhar por diferentes setores da economia.

Para tentar amenizar os efeitos imediatos, o governo informou que empresas poderão solicitar reduções temporárias ou até isenção do imposto para itens que já tinham benefícios anteriores. Os pedidos poderão ser feitos até o fim de março, e as autorizações provisórias podem valer por até 120 dias.

Com a medida, o governo afirma buscar um equilíbrio entre proteger a indústria nacional e, ao mesmo tempo, não travar investimentos nem dificultar o acesso a novas tecnologias no país. O impacto real nos preços e na atividade econômica deve ser acompanhado nos próximos meses.

Com informações da CNN

Foto: © Marcello Casal JrAgência Brasil

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