Governo mantém alerta máximo contra gripe aviária e prorroga emergência por 180 dias
Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -
Medida reforça ações de prevenção, proteção de aves e coordenação entre estados, enquanto consumo de frango e ovos segue seguro
O governo federal decidiu prorrogar por mais 180 dias a situação de emergência contra a gripe aviária em todo o país. A medida, anunciada pelo Ministério da Agricultura, tem caráter preventivo e permite agir rapidamente diante de novos focos, coordenando ações entre estados e municípios e protegendo o setor avícola de prejuízos ainda maiores.
A gripe aviária é causada por um vírus altamente contagioso entre aves, transmitido pelo contato com fezes, secreções ou carcaças de animais infectados. Em casos raros, mamíferos e humanos podem ser infectados, principalmente quando há contato direto com aves doentes. Por isso, as autoridades reforçam que é importante não tocar em aves mortas ou com sinais de doença e comunicar imediatamente os serviços de vigilância.
O alerta mais recente vem do Rio Grande do Sul, onde, só neste mês, 15 aves silvestres foram encontradas mortas, incluindo cisnes na Lagoa da Mangueira, dentro de área ambiental protegida. Para reduzir o risco de espalhamento, a Estação Ecológica do Taim foi interditada temporariamente, restringindo a circulação de pessoas e protegendo outros animais da contaminação. Desde fevereiro, quando surgiram os primeiros registros no estado, equipes de vigilância seguem protocolos de emergência, e amostras analisadas em laboratório federal de referência em Campinas confirmaram a presença do vírus.
No balanço nacional, o Brasil já contabiliza 188 focos de gripe aviária, a maioria em aves silvestres, alguns em criações domésticas e apenas um em produção comercial, mostrando que o controle no setor produtivo segue firme. As autoridades garantem que o consumo de carne de frango e ovos continua totalmente seguro, pois a doença não é transmitida por alimentos.
Além do impacto para a saúde das aves, a gripe aviária preocupa o comércio internacional. Países importadores podem restringir a entrada de produtos quando há surtos, o que pode afetar exportações brasileiras. Por isso, criadores intensificam medidas de biossegurança, como higienização de galpões, controle de acesso e monitoramento constante das aves.
Com a prorrogação da emergência, o Brasil mantém um estado de atenção elevado, reforçando a prevenção e o controle da doença, enquanto garante segurança alimentar e acompanha cenários internacionais de risco.
Com informações do portal Notícias Agrícolas e CNN Agro
Foto: © Arquivo/Agência Brasil