O índice que mede a variação geral de preços no país e serve de base para reajustes de aluguéis e contratos registrou queda de 0,73% em fevereiro, resultado mais forte do que o previsto pelo mercado financeiro, que esperava recuo de 0,6%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas.
A retração interrompe a alta observada em janeiro e reflete principalmente a diminuição dos preços praticados entre empresas, especialmente no comércio de grandes volumes. Esse movimento foi influenciado pela queda de produtos importantes para a economia, como minério de ferro, soja e café, segundo explicou o economista André Braz.
Com o resultado de fevereiro, o indicador passa a acumular queda de 2,67% nos últimos 12 meses.
A parte do índice que acompanha os preços no atacado — que tem maior peso no cálculo — caiu 1,18% no mês, após ter subido em janeiro. Já os preços ao consumidor continuaram subindo, mas em ritmo menor: passaram de uma alta de 0,51% para 0,30%, influenciados principalmente pelo enfraquecimento dos aumentos nas mensalidades escolares.
No setor da construção civil, também houve desaceleração. Os custos subiram 0,34% em fevereiro, abaixo do avanço registrado no mês anterior.
A projeção do mercado que previa uma queda menor foi levantada pela agência Reuters.
O índice considera a evolução dos preços no atacado, no varejo e na construção civil, com base na variação registrada entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.