Inflação acelera em fevereiro e sobe 0,7%, mas continua baixa no país
Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -
Dados do IBGE mostram que reajustes nos serviços e transporte pesaram no bolso dos consumidores, enquanto movimento no mercado mantém inflação acumulada em 12 meses em patamar historicamente reduzido
A inflação oficial do Brasil, medida pelo que o governo chama de índice de preços ao consumidor amplo, acelerou em fevereiro de 2026 e registrou alta de 0,70% na variação mensal, praticamente o dobro do observado em janeiro, quando os preços subiram 0,33%. Apesar dessa aceleração, o resultado de fevereiro ainda é um dos mais baixos para o mês em pelo menos seis anos e reflete um quadro de preços relativamente controlado.
Especialistas destacam que o principal motivo da alta dos preços em fevereiro foram os aumentos nas mensalidades de escolas e cursos no início do ano letivo — um efeito que costuma ocorrer todo mês de fevereiro. Esse grupo de educação subiu cerca de 5,21%, sendo responsável por uma parte significativa da inflação no mês.
Outro vetor importante que pressionou os preços foi o setor de transportes. Passagens aéreas ficaram mais caras, com alta expressiva em fevereiro, e também contribuíram ajustes em seguros de veículos, consertos e tarifas urbanas de ônibus. Juntos, os grupos de educação e transportes responderam por cerca de dois terços de toda a inflação mensal.
Por outro lado, os combustíveis tiveram queda média no mês, puxada por reduções nos preços da gasolina e do gás veicular, o que ajudou a conter parte da pressão sobre o bolso dos consumidores.
No conjunto dos últimos 12 meses, a inflação acumulada ficou em 3,81%, abaixo dos 4% e marcando o menor nível para esse intervalo desde 2018. Esse desempenho coloca o índice dentro da faixa de tolerância da meta de inflação definida pelo governo brasileiro, que busca manter os preços em estabilidade ao longo dos anos.
Em itens básicos de alimentação e bebidas, houve variações mistas em fevereiro: produtos como açaí, feijão, ovos e carnes ficaram mais caros, enquanto frutas, arroz, óleo de soja e café registraram queda de preços.
O índice é calculado pelo IBGE com base em centenas de produtos e serviços consumidos por famílias de diferentes faixas de renda e em várias regiões metropolitanas e capitais brasileiras, servindo como um termômetro da evolução do custo de vida no país.
Com informações da Agência Brasil / IBGE e CNN Money
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