O ex-presidente estava em tratamento contra uma pneumonia causada por broncoaspiração desde 13 de março e, já em casa, deverá seguir com restrições de visitas durante o período de recuperação

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta do Hospital DF Star, em Brasília, nesta sexta-feira (27), após tratamento de uma pneumonia bacteriana causada por broncoaspiração. Em seguida, foi para sua residência no Jardim Botânico, onde iniciará o cumprimento de prisão domiciliar humanitária por 90 dias.
A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com base no estado de saúde do ex-presidente e após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. Embora a unidade prisional onde ele estava detenha estrutura para atendimentos médicos rotineiros, o ministro considerou necessário um ambiente mais controlado para a recuperação, especialmente devido à idade do ex-chefe do Executivo.
Durante o período em casa, Bolsonaro terá regras rígidas. Apenas a ex-primeira-dama e familiares que residem com ele poderão ter contato livre. Outros parentes deverão seguir horários específicos de visita, enquanto advogados terão acesso ampliado e a equipe médica poderá acompanhá-lo sem restrições. Visitas externas estão suspensas por três meses para evitar riscos de infecção.
O cumprimento da medida será monitorado pela Polícia Militar do Distrito Federal. Condenado por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro usará tornozeleira eletrônica e estará proibido de utilizar celular, redes sociais ou produzir conteúdos. O controle inclui ainda fiscalização de visitantes, veículos e identificação de funcionários da residência.
Antes da alta, o ex-presidente permaneceu por mais de dois meses em uma unidade militar no DF, onde recebeu acompanhamento médico frequente, sessões de fisioterapia e atividades monitoradas durante o período de detenção.