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Brasil

Mercado financeiro eleva projeção de inflação para 2026 e cita choque de petróleo como risco crescente para preços

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Estimativa para o índice oficial de preços ao consumidor sobe para 4,31% em 2026, maior patamar em um mês, enquanto a taxa básica de juros segue estável em 12,5%

 

O mercado financeiro brasileiro revisou para cima a expectativa de inflação para este ano, e agora espera que os preços ao consumidor subam 4,31% ao longo de 2026, segundo dados divulgados na manhã desta segunda‑feira no Boletim Focus, pesquisa semanal com economistas feita pelo Banco Central. Esse aumento, de 0,14 ponto percentual em relação à projeção da semana passada, aproxima a inflação esperada do teto da meta oficial estabelecida pelo governo.

O principal indicador usado para medir a inflação no Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), representa quanto os preços de bens e serviços tendem a aumentar em um ano. A margem de tolerância para esse índice gira em torno de 3%, e chegar perto do limite superior preocupa economistas e consumidores.

Além de 2026, as projeções de inflação para os próximos anos também foram ajustadas para cima: economistas agora esperam que os preços continuem mais elevados em 2027 e 2028 do que estimado anteriormente.

O crescimento da economia, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB), teve leve revisão para 1,85% em 2026, sinalizando expansão moderada, e as expectativas para a taxa básica de juros, chamada Selic, se mantiveram em 12,50% para este ano — um patamar considerado alto para estimular a atividade, mas ainda visto pelo mercado como necessário para conter a inflação.

Analistas de mercado e relatórios internacionais apontam que um dos fatores que mais pressionam as projeções de inflação é a forte valorização do petróleo no mercado global, impulsionada por tensões geopolíticas, especialmente no Oriente Médio. Esse movimento eleva o custo de energia, afeta preços de combustíveis e transportes e, por consequência, contribui para que as expectativas de inflação sejam revistas para cima em várias economias do mundo inteiro.

Enquanto isso, representantes do Banco Central destacam que estão monitorando com cautela esses efeitos externos antes de tomar decisões adicionais de política monetária, como novos ajustes na taxa de juros, buscando equilibrar o controle de preços com a manutenção do crescimento econômico e estabilidade financeira.

Esse novo cenário de expectativas mais altas traz desafios para famílias e empresas, que podem sentir, ao longo do ano, um custo de vida maior e juros mais altos, mesmo em um contexto de crescimento econômico moderado.

Com informações do Jornal O GLOBO e Agência Brasil

Foto: © José Cruz/Agência Brasil

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