O ministro das Relações Exteriores do Brasil afirmou que a visita de um assessor de Donald Trump a Jair Bolsonaro pode representar interferência indevida em assuntos internos do país
Natural de Governador Valadares (MG), iniciou sua trajetória no rádio...
Darren Beattie não informou oficialmente ao governo brasileiro a intenção de se encontrar com o ex-presidente nem de realizar reunião com o Itamaraty

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que a visita do assessor do governo dos Estados Unidos Darren Beattie ao ex-presidente Jair Bolsonaro pode representar interferência indevida em assuntos internos do Brasil. A avaliação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, que solicitou ao Itamaraty esclarecimentos sobre a agenda do norte-americano no país.
Beattie, ligado a posições de extrema-direita, foi recentemente nomeado assessor para políticas relacionadas ao Brasil e já fez críticas públicas a Moraes. A defesa de Bolsonaro pediu autorização para que ele visitasse o ex-presidente na prisão fora dos dias oficiais de visita, mas Moraes permitiu o encontro apenas dentro do horário regular.
Segundo Mauro Vieira, não houve pedido oficial prévio de reuniões diplomáticas com o governo brasileiro. O visto de entrada foi concedido com base na informação de que Beattie participaria de uma conferência sobre minerais críticos em São Paulo, prevista para a próxima semana.
O chanceler também ressaltou que a visita a um ex-presidente em ano eleitoral pode ser interpretada como tentativa de ingerência externa, destacando o princípio internacional de não intervenção. Até o momento, nenhuma reunião solicitada pelo assessor com autoridades brasileiras foi confirmada.