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O Partido Novo acionou o TCU por suposto uso do Palácio do Planalto na organização do carnaval com participação de Janja

Antônio Campos

Natural de Governador Valadares (MG), iniciou sua trajetória no rádio...

Parlamentares afirmam que servidores públicos teriam sido mobilizados para atuar na organização do carro alegórico “Amigos do Lula”, da escola de samba Acadêmicos de Niterói.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

 

As bancadas do Partido Novo na Câmara e no Senado apresentaram representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitando investigação sobre suposto uso indevido da estrutura da Presidência da República na organização de um carro alegórico que contará com a participação da primeira-dama Janja da Silva, no Carnaval do Rio de Janeiro de 2026.

O documento, enviado ao presidente do tribunal, ministro Vital do Rêgo, aponta possível desvio de finalidade e questiona a mobilização de servidores públicos para a preparação do carro “Amigos do Lula”, da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que vai desfilar no Grupo Especial em homenagem ao presidente.

Segundo os parlamentares, integrantes do cerimonial da primeira-dama teriam feito convites a empresários, banqueiros, políticos e artistas para participar do desfile, além de organizar listas, controlar convites e solicitar medidas para confecção de fantasias, utilizando estrutura do Palácio do Planalto.

A representação também menciona que a escola de samba teria recebido cerca de R$ 1 milhão em recursos públicos e argumenta que o eventual uso de recursos humanos e materiais da União para viabilizar a participação da primeira-dama poderia caracterizar falta de interesse público.

O pedido cita ainda normas da Advocacia-Geral da União (AGU) que determinam que a atuação do cônjuge do presidente deve seguir princípios constitucionais e estar vinculada ao interesse público. Em medida cautelar, o partido solicita que o TCU determine a interrupção imediata de qualquer apoio logístico ou institucional relacionado ao carro alegórico.

Ao final, os autores pedem o reconhecimento de possíveis irregularidades e a responsabilização de gestores e autoridades envolvidos. A ação é assinada por deputados e senador da legenda. Até o momento, a Presidência da República não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

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