Petróleo volta a disparar e ultrapassa US$ 100 com tensão no Oriente Médio e temor de crise global
Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -
Barril sobe mais de 8% em um dia após fracasso de negociações e novas ameaças em rota estratégica de transporte, elevando preocupação sobre abastecimento mundial e derrubando bolsas na Ásia
O preço do petróleo voltou a ultrapassar a marca dos US$ 100 por barril em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, após o fracasso das negociações de paz que vinham alimentando a expectativa de queda no valor da energia no mercado mundial. No domingo, o barril registrou alta de 8,3%, chegando a US$ 103,11, e nesta segunda-feira manteve-se em patamar elevado, refletindo a instabilidade e o aumento do medo de interrupções no fornecimento global. A pressão começou a se intensificar depois que um anúncio de cessar-fogo havia derrubado os preços dias antes, mas o cenário se reverteu rapidamente com o rompimento das conversas.
O avanço dos preços foi impulsionado também por decisões que aumentaram o risco na principal rota de transporte de petróleo do mundo. Os Estados Unidos anunciaram a implantação de um bloqueio marítimo, enquanto o Irã confirmou que passará a cobrar taxas de navios que transitarem pelo Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula grande parte do petróleo comercializado globalmente. Essas medidas elevaram a preocupação de que possa haver dificuldades no abastecimento internacional da commodity, termo usado para produtos básicos negociados no mercado global, como o petróleo.
O impacto da crise não ficou restrito ao setor de energia e atingiu os mercados financeiros internacionais. As bolsas asiáticas registraram queda generalizada nesta segunda-feira, com recuos em países como China, Japão, Coreia do Sul e Índia, refletindo o receio dos investidores de que a instabilidade no Oriente Médio possa afetar o crescimento econômico mundial e provocar novas interrupções nas rotas de transporte de energia.
Com informações da CNN
Foto: acervo PetroBras