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Agronegócio

Previsão de safra recorde derruba preços do café no Brasil e no exterior

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Expectativa de produção mundial histórica em 2026/27 pressiona bolsas internacionais e puxa cotações para os menores níveis em mais de seis meses

A perspectiva de uma oferta maior de café no mundo na safra 2026/27 provocou forte queda nos preços ao longo de fevereiro, tanto no exterior quanto no mercado brasileiro. A expectativa de colheitas volumosas pressionou os contratos futuros — negociações feitas hoje para entrega do produto em data futura — e levou as cotações aos níveis mais baixos em mais de seis meses.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, os preços das duas principais variedades, o arábica e o robusta, despencaram nas bolsas internacionais. No Brasil, o movimento foi semelhante, acompanhando o cenário externo. A cotação do dólar também não ajudou na formação dos preços, reduzindo o fôlego do mercado interno.

Na quarta-feira (25), o Rabobank informou que a produção mundial pode atingir o recorde de 180 milhões de sacas em 2026/27, cerca de 8 milhões a mais do que no ciclo anterior. Já no início do mês, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou que a safra brasileira de 2026 deve crescer 17,2%, alcançando 66,2 milhões de sacas, o maior volume já registrado. O arábica pode subir 23,2%, para 44,1 milhões de sacas, enquanto o robusta, também chamado de conilon, deve aumentar 6,3%, chegando a 22,1 milhões de sacas.

Nesta sexta-feira (27), as bolsas de Nova York e Londres encerraram o dia com baixas moderadas. O arábica fechou o contrato de março/26 com queda de 140 pontos, cotado a 284,60 centavos de dólar por libra-peso. Maio caiu 155 pontos, para 280,75 centavos, e julho recuou 150 pontos, para 275,90 centavos. Já o robusta teve leve alta de 10 dólares no contrato de março/26, a 3.699 dólares por tonelada, enquanto maio caiu 15 dólares, para 3.624, e julho recuou 17 dólares, para 3.552 dólares por tonelada.

No mercado físico brasileiro, o ritmo de negócios segue lento. Boletim do Escritório Carvalhaes aponta que o conilon registra mais negócios fechados, enquanto o arábica enfrenta resistência de venda por parte dos produtores, que seguram o restante da safra 2025/2026 diante das bases oferecidas. Mesmo assim, há interesse comprador para todos os padrões de café.

Em Minas Gerais, o arábica tipo 6 fechou com queda de 1,05% em Araguari, a R$ 1.880,00 por saca. Em Guaxupé, o recuo foi de 1,09%, com negócios a R$ 1.809,00, e em Machado a baixa foi de 0,58%, com a saca cotada a R$ 1.720,00. O cereja descascado também caiu 1,07% em Guaxupé, negociado a R$ 1.846,00 por saca.

Com a expectativa de uma safra mundial e brasileira maior, o mercado segue pressionado e atento aos próximos dados de produção e ao comportamento do clima, fatores que podem definir o rumo dos preços nos próximos meses.

Com informações do portal Notícias Agrícolas

Foto: © Marcello Casal jr/Agência Brasil

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