Procedimentos de auditoria ou apuração interna não indicam responsabilidade de Campos Neto no caso Master, afirma Galípolo
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Em testemunho na CPI do Crime Organizado, o presidente do Banco Central expôs o histórico de atuação da instituição no processo de liquidação do banco de Vorcaro

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou em depoimento à CPI do Crime Organizado, nesta quarta-feira (8), que auditorias internas e processos de apuração não identificaram qualquer responsabilidade do ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto, no caso do Banco Master. A instituição financeira foi liquidada em novembro de 2025 e é investigada por suspeitas de fraudes bilionárias.
A declaração foi dada após questionamento do senador Eduardo Girão sobre possível omissão ou culpa de Campos Neto. Galípolo reforçou que nenhuma investigação interna encontrou indícios de irregularidades atribuídas ao ex-dirigente.
Durante a oitiva, que durou cerca de duas horas, Galípolo também detalhou a atuação do Banco Central no processo que levou à liquidação extrajudicial do banco, pertencente a Daniel Vorcaro. Ele relembrou que, em 2019, houve inicialmente a negativa para a transferência de controle da instituição, devido à falta de clareza na origem dos recursos. Posteriormente, ainda no mesmo ano, a operação foi autorizada após nova avaliação técnica.
O atual presidente do BC destacou que todas as etapas legais foram rigorosamente cumpridas antes da liquidação, justamente para evitar questionamentos futuros e possíveis disputas judiciais por indenização. Segundo ele, decisões desse tipo exigem cautela e respaldo técnico para garantir segurança jurídica.
Galípolo também afirmou desconhecer alegações de que Campos Neto teria atuado para impedir a liquidação do banco em 2024, ressaltando que as investigações não apontaram qualquer evidência nesse sentido.
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