A Justiça de São Paulo nomeou Suzane von Richthofen como inventariante dos bens deixados pelo empresário Miguel Abdalla Netto, encontrado morto em janeiro deste ano. A decisão foi assinada pela juíza Vanessa Vaitekunas Zapater, da 1ª Vara da Família e Sucessões de Santo Amaro. O patrimônio é estimado em cerca de R$ 5 milhões.
Com a decisão, a magistrada afastou, ao menos por enquanto, o reconhecimento da união estável alegada por Silvia Magnani, prima do empresário, que disputa a herança na Justiça. Segundo o despacho, não há provas suficientes de convivência no período próximo ao falecimento. A juíza também destacou que o histórico criminal de Suzane não tem relevância jurídica para a definição do inventariante neste caso.
O documento judicial aponta ainda que, em outro processo ainda em análise, a própria Silvia teria declarado que o relacionamento com o empresário teria terminado em 2015. Como não há cônjuge, companheira reconhecida ou filhos, a sucessão ficou restrita a parentes colaterais. Pela legislação, sobrinhos têm prioridade em relação a primos. A decisão menciona também que Andreas von Richthofen tem direito à herança, mas não se habilitou no processo até o momento.
Suzane terá cinco dias para assinar o termo de compromisso e 20 dias para apresentar as primeiras declarações do inventário. Ela está autorizada apenas a administrar e preservar os bens, sem poder vendê-los, transferi-los ou utilizá-los para fins pessoais.
A defesa de Silvia Magnani informou que irá recorrer da decisão e afirmou ter sido surpreendida pela nomeação antes do término do prazo para apresentação de documentos que comprovariam a união estável. As advogadas também levantaram preocupação com a administração do patrimônio e citaram investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo bens do espólio.
A reportagem tentou contato com a defesa de Suzane von Richthofen, mas não houve retorno até o momento. O espaço segue aberto para manifestação.