Tarifa de energia elétrica deve disparar em 2026 e pesar no bolso das famílias
Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -
Especialistas projetam aumento entre 5% e 8%, acima da inflação, motivado por reservatórios baixos, maior uso de usinas térmicas e expansão de subsídios pagos pelos consumidores
O preço da energia elétrica deve voltar a impactar fortemente o orçamento das famílias em 2026, com reajustes projetados acima da inflação. Consultorias e instituições financeiras indicam que a alta pode variar entre 5,1% e 7,95%, enquanto a previsão de aumento geral de preços no país gira em torno de 3,95%.
O principal motivo é o baixo volume de água nos reservatórios das hidrelétricas, que obriga o acionamento das usinas termelétricas. Essas usinas geram energia mais cara, refletindo diretamente na conta de luz. Além disso, os subsídios ao setor elétrico, pagos pelos consumidores por meio da chamada Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), devem crescer 17,7% em relação a 2025, totalizando R$ 47,8 bilhões.
A previsão da consultoria PSR indica que a tarifa residencial pode subir cerca de quatro pontos percentuais acima da inflação, considerando reajustes das distribuidoras, encargos, tributos e o sistema de bandeiras tarifárias, que aplica cobranças extras quando a geração depende de fontes mais caras. Caso as condições climáticas se agravem — por exemplo, uma mudança de La Niña para El Niño — o aumento poderia atingir até 12% no pior cenário, com acionamento da bandeira vermelha patamar 2.
Embora as chuvas recentes tenham elevado os reservatórios e mantido a bandeira verde, especialistas alertam que o período seco pode inverter essa situação e aumentar o uso de termelétricas. A alta na conta de luz acontece mesmo com o país tendo capacidade de geração superior à demanda. O descompasso tem levado a cortes na produção de energia solar e eólica para preservar a estabilidade do sistema, causando prejuízos bilionários às empresas.
Mesmo assim, a expectativa é que a tarifa continue pressionando tanto o custo de vida das famílias quanto os gastos do setor produtivo ao longo de 2026.
Com informações da CNN
Foto: © Marcello Casal JrAgência Brasil