Zema afirma que STF age como “elite intocável” ao defender afastamento de Alexandre de Moraes
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O governador de Minas participou de uma coletiva de imprensa ao lado de parlamentares do partido Novo para anunciar a apresentação de um pedido de impeachment contra o ministro

Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta segunda-feira (9), em Brasília, que ministros do Supremo Tribunal Federal estariam agindo como uma “casta de intocáveis”, ao comentar que alguns magistrados se considerariam acima da lei. A declaração ocorreu durante coletiva em que o partido anunciou um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.
Segundo Zema, se presidentes da República já foram afastados por meio de impeachment, o mesmo mecanismo também poderia ser aplicado a integrantes da Suprema Corte. O governador citou Moraes ao questionar a atuação do magistrado e afirmou que a Corte teria perdido credibilidade para julgar determinados casos.
O chefe do Executivo mineiro também argumentou que juízes não estão livres de questionamentos e defendeu que autoridades do Judiciário possam ser responsabilizadas por suas decisões. Para ele, nenhum agente público deveria estar imune a investigações ou críticas.
Durante o anúncio, o Partido Novo apresentou um pacote de medidas contra Moraes. Além do pedido de impeachment, a legenda informou que encaminhará uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República. As iniciativas foram motivadas pela divulgação de mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que teria mantido conversas com o ministro.
Em nota divulgada na última sexta-feira (6), Moraes afirmou que os prints encontrados no celular de Vorcaro estavam associados a pastas vinculadas a outras pessoas na lista de contatos do empresário.
Atualmente, o Senado Federal do Brasil já reúne dezenas de pedidos de impeachment contra o ministro. Cabe ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre, decidir se as solicitações terão andamento.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) também anunciou que apresentará representação ao Conselho de Ética do Senado contra Alcolumbre, alegando que haveria demora na análise de pedidos de afastamento de ministros do STF.