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Brasil

27,5 milhões de brasileiros estão inadimplentes e dívida média é de R$ 1,1 mil; consultas ao CPF revelam dificuldade persistente de sair do endividamento no país

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Levantamento aponta um cenário amplo de inadimplência no Brasil, com milhões de pessoas com o nome negativado, dívidas de baixo valor acumulado e recorrência no uso de crédito, o que mantém o ciclo de endividamento mesmo após tentativas de renegociação e programas de alívio financeiro 

 

O Brasil tem cerca de 27,5 milhões de pessoas com o nome negativado, ou seja, com restrições no cadastro de crédito por atraso no pagamento de dívidas. Em média, cada consumidor nessa situação deve aproximadamente R$ 1,1 mil, segundo levantamento da empresa Assertiva. Os dados mostram que, embora os valores individuais não sejam altos, o problema é amplo e atinge uma parcela significativa da população.

Ao longo de 2025, esses registros de CPF foram consultados mais de 57 milhões de vezes, o que representa, em média, cerca de duas consultas por pessoa. Esse número indica que muitos consumidores permanecem em situação de restrição por longos períodos, com dificuldade de regularizar as pendências e voltar a ter acesso normal ao crédito.

O perfil dos inadimplentes é relativamente equilibrado entre homens e mulheres, com maior concentração na faixa etária de 36 a 45 anos, seguida pelos grupos de 46 a 55 anos e também por pessoas com mais de 65 anos. Os dados reforçam que o problema está ligado principalmente a pequenas dívidas acumuladas do dia a dia, já que quem possui apenas uma pendência deve, em média, pouco mais de R$ 1,1 mil, enquanto quem tem várias dívidas apresenta valores ainda menores por cada débito individual.

Segundo a análise da Assertiva, apesar de parecer um valor baixo por pessoa, o volume total de consumidores afetados aponta para um problema estrutural que atinge diretamente o consumo e o acesso ao crédito no país. Em alguns casos, há situações mais graves de superendividamento, com milhares de dívidas em aberto acumuladas por um único consumidor.

Esse cenário também pressiona a economia brasileira, já que pessoas com restrições no nome tendem a consumir menos e têm dificuldade para conseguir novos financiamentos, o que reduz o ritmo de circulação de dinheiro. Diante disso, o governo avalia novas medidas de renegociação, como uma possível versão do programa Desenrola, chamada informalmente de Desenrola 2.0, com descontos e mecanismos para evitar que os consumidores voltem a se endividar.

Dados do Banco Central mostram que, em menos de dois anos após o fim do programa anterior de renegociação, a inadimplência voltou a crescer e já supera em cerca de 15% o volume de dívidas renegociadas. Atualmente, o país registra um nível recorde de mais de R$ 171 bilhões em créditos com atraso superior a 90 dias. Entre as propostas em estudo estão limitações ao acesso a modalidades de crédito mais caras, como o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial, além de ações de educação financeira para tentar conter o ciclo de endividamento.

Com informações do jornal O Globo / CNN e Portal UAI

Foto: ilustrativa  Agência Brasil

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