Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial, morreu nesta sexta-feira (17), em São Paulo, aos 68 anos. O ex-jogador enfrentava um tumor cerebral há cerca de 15 anos. Em nota, sua assessoria destacou que ele deixa um legado que vai além das quadras, marcado tanto pelo talento esportivo quanto por sua personalidade forte, inspirando gerações no Brasil e no exterior. A despedida será reservada, restrita à família.
Nascido em 16 de fevereiro de 1958, em Natal (RN), Oscar começou no basquete ainda adolescente, após se mudar para Brasília. Incentivado por treinadores, iniciou sua formação no Clube Vizinhança e, aos 16 anos, seguiu para São Paulo, onde deu os primeiros passos no Palmeiras. Logo ganhou destaque, sendo convocado para a seleção juvenil em 1977 e eleito o melhor pivô do Sul-Americano da categoria.
Na seleção brasileira principal, acumulou conquistas importantes, incluindo títulos sul-americanos e medalha de bronze. Em 1979, venceu a Copa William Jones, um dos marcos iniciais de sua carreira internacional. Participou de cinco Olimpíadas — Moscou (1980), Los Angeles (1984), Seul (1988), Barcelona (1992) e Atlanta (1996) — frequentemente como um dos principais pontuadores das competições.
No exterior, teve longa passagem pelo basquete italiano, atuando por 11 temporadas. De volta ao Brasil em 1995, defendeu clubes como Corinthians, Banco Bandeirantes, Mackenzie e Flamengo. Pelo time carioca, alcançou uma marca histórica: tornou-se o maior cestinha da história do basquete, com 49.737 pontos, superando o recorde de Kareem Abdul-Jabbar.
Reconhecido mundialmente, foi incluído entre os 50 maiores jogadores pela FIBA e também integrou o Hall da Fama do basquete. Aposentou-se em 2003, após mais de duas décadas de carreira.
Longe das quadras, passou a atuar como palestrante, compartilhando sua trajetória e motivando públicos diversos. Em uma de suas declarações, resumiu seu modo de viver: intenso, mas equilibrado — uma filosofia que refletia sua dedicação ao esporte e à vida.