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Brasil

Alexandre de Moraes acatou a manifestação da PGR e determinou o arquivamento do inquérito que investigava Elon Musk no STF

Antônio Campos

Natural de Governador Valadares (MG), iniciou sua trajetória no rádio...

Paulo Gonet declarou ao ministro que não existem evidências que sustentem a hipótese de uso deliberado da rede social X para promover ações contra o Poder Judiciário

Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Direitos Reservados

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (10) o arquivamento do inquérito que investigava o bilionário Elon Musk por suspeitas de obstrução da Justiça, participação em organização criminosa e incitação ao crime. A investigação buscava esclarecer se a plataforma X teria sido utilizada deliberadamente para descumprir decisões de bloqueio determinadas pelo STF e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A decisão foi tomada após parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou ausência de elementos concretos para sustentar uma acusação criminal. Segundo Moraes, embora o Ministério Público tenha a responsabilidade exclusiva de apresentar denúncia ou pedir o arquivamento de investigações, cabe ao Judiciário exercer a supervisão sobre o processo.

No parecer encaminhado ao ministro, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que as apurações conduzidas pela Polícia Federal não encontraram evidências de que a plataforma tenha resistido intencionalmente ao cumprimento de ordens judiciais para o bloqueio de perfis considerados irregulares.

De acordo com o documento, não foram reunidas provas que confirmem a suspeita inicial de uso deliberado da rede social para afrontar a autoridade do Judiciário brasileiro. A investigação havia sido aberta em abril de 2024 para verificar se Musk teria orientado representantes da empresa no país a desobedecer determinações judiciais, incluindo o desbloqueio de contas investigadas por ataques a instituições.

Na época, Moraes considerou que manifestações feitas pelo empresário na própria rede social poderiam incentivar o descumprimento de decisões do STF e dificultar a execução de ordens judiciais. O ministro também alertou para o uso criminoso das redes sociais por grupos organizados, conhecidos como “milícias digitais”.

Para a PGR, no entanto, as suspeitas levantadas no início da investigação não apresentaram provas suficientes que justificassem a apresentação de denúncia, motivo pelo qual o arquivamento do caso foi recomendado e posteriormente homologado pelo STF.

 

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