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Agronegócio

Brasil pode bater novo recorde na produção de café em 2026

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Estimativa inicial aponta colheita de 66 milhões de sacas, alta de 17% sobre o ciclo anterior, com Minas Gerais liderando o avanço

As perspectivas para a safra de café de 2026 no Brasil são extremamente positivas. O primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta uma colheita estimada de 66,2 milhões de sacas, alta de 17,1% em relação às 56,5 milhões produzidas na safra passada. Se confirmada, a produção superará o recorde anterior, registrado em 2020, quando o país colheu 63,1 milhões de sacas.

O crescimento expressivo é resultado da bienalidade positiva, ciclo natural em que o cafeeiro alterna anos de menor e maior produtividade, combinado com condições climáticas favoráveis, com chuvas regulares que garantem grãos bem formados. Além disso, a renovação e expansão de áreas plantadas nos últimos anos também contribuem para a expectativa de recorde.

Minas Gerais, principal estado produtor, se destaca novamente. O estado deve colher 32,4 milhões de sacas, aumento de 25,9% em relação às 25,7 milhões da safra anterior, e responder por 49% da produção nacional, ante 45,5% em 2025. O avanço mais expressivo deve ocorrer no Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas, com crescimento de 46,5% e ampliação da área produtiva em 12%. Em todo o estado, a área plantada deve alcançar 1.133.157 hectares, aumento de 5,1% em relação à safra passada, com crescimento em todas as regiões produtoras mineiras.

A produtividade média brasileira está estimada em 34,2 sacas por hectare, alta de 12,4% em relação a 2025. Em Minas, mesmo com predominância de café arábica, que rende menos por hectare que o conilon, a média esperada é de 28,6 sacas por hectare, crescimento de 19,7%, acima da média nacional. Estados produtores de conilon, como a Bahia, apresentam produtividade estimada de até 71,5 sacas por hectare, mas Minas se destaca pela evolução consistente e pelo peso no volume total do país.

O governo de Minas atua para sustentar esse avanço. Segundo Bruno Silva, assessor técnico da Secretaria de Agricultura, R$ 2 bilhões foram destinados à safra 2025/2026 por meio do BDMG, com recursos do Plano Safra e Funcafé. O investimento abrange tecnologia, pesquisa com a EPAMIG, assistência técnica da EMATER-MG, certificação e defesa sanitária com o IMA, além de ações de promoção e exportação.

Dentro de Minas Gerais, o crescimento da produção deve se espalhar por todas as regiões, com destaque novamente para o Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste. A expansão das áreas plantadas chega a 12% nessas regiões. As demais regiões mineiras — Sul, Centro-Oeste, Norte, Jequitinhonha e Mucuri, Zona da Mata, Rio Doce e Central — também apresentam crescimento entre 3,1% e 3,9%. O regime de chuvas regular e a entrada em produção de áreas renovadas reforçam o otimismo para 2026.

Com esses números preliminares, o setor cafeeiro inicia o ano com forte expectativa de recuperação econômica e possibilidade de um novo marco histórico na produção nacional, consolidando o Brasil — e especialmente Minas Gerais — como uma das principais potências mundiais do café.

com informações da CONAB e Agência Minas

Foto: Diego Vargas / Seapa-MG

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