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Agronegócio

Feijão e “Pulses” ganham força na Ásia e abrem nova fronteira para exportações brasileiras

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Demanda crescente em países como a Índia, o mais populoso do mundo, pode elevar fortemente as vendas de grãos secos do Brasil nos próximos anos, com projeções de importações milionárias e novas oportunidades para feijões, gergelim e outras culturas agrícolas

O mercado internacional de feijões e de outros grãos secos, conhecidos no comércio como “pulses”, está passando por uma fase de forte expansão e se transformando em uma importante janela de oportunidades para o agronegócio brasileiro, principalmente no comércio com a Ásia. O destaque é a Índia, país com cerca de 1,4 bilhão de habitantes e que, apesar de ser o maior produtor mundial desse tipo de alimento, ainda precisa importar grandes volumes para atender a própria população. A demanda indiana, que era de aproximadamente 2,5 milhões de toneladas na safra 2022/2023, pode saltar para cerca de 8 milhões de toneladas até 2025/2026, indicando um crescimento acelerado do consumo.

Esse aumento está ligado principalmente à elevação da renda da população e à mudança nos hábitos alimentares, com maior busca por alimentos ricos em proteínas vegetais. Nesse cenário, especialistas apontam o Brasil como um parceiro estratégico. O CEO da Câmara de Comércio Índia-Brasil, Leonardo Ananda, afirma que o país tem papel fundamental no abastecimento indiano e destaca que o crescimento econômico da Índia impulsiona a demanda por alimentos mais nutritivos, reforçando que “o Brasil é essencial para garantir a segurança alimentar da Índia”.

Apesar do potencial promissor, o setor alerta que o comércio exige planejamento, conhecimento do mercado e atenção às particularidades culturais, já que se trata de alimentos tradicionais na dieta indiana há milhares de anos. A experiência e o relacionamento comercial são vistos como fatores decisivos para o sucesso das negociações.

Nos últimos anos, o comércio entre Brasil e Índia já apresentou avanços importantes. Um exemplo foi a abertura do mercado indiano para a maçã brasileira, produto que não era exportado para lá até a liberação em 2017. Já no ano seguinte, a Índia passou a figurar entre os principais compradores da fruta brasileira, demonstrando o potencial de expansão das relações comerciais entre os dois países.

Agora, o foco do Brasil está na ampliação das exportações de grãos como o feijão mungo, com previsão de embarques entre 320 mil e 500 mil toneladas em 2026, além do feijão caupi, do gergelim — que já tem presença consolidada no mercado indiano — e do feijão guandu, que ainda está em fase de negociação para entrada no país asiático.

Mesmo com esse cenário positivo, o Brasil enfrenta concorrência de países como Myanmar, Paquistão e Uzbequistão, que já atuam com vantagens logísticas nesse mercado. Ainda assim, o setor brasileiro aposta na qualidade dos produtos, na regularidade das entregas e no cumprimento rigoroso dos contratos como diferenciais para conquistar e ampliar espaço.

No conjunto, o cenário indica um mercado em forte expansão, impulsionado pela crescente demanda global por alimentos ricos em proteínas vegetais, com o Brasil buscando consolidar e ampliar sua participação em um comércio internacional que tende a crescer ainda mais nos próximos anos.

Com informações do portal Notícias Agrícolas e CNA

Foto: ilustrativa FreePik

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