Hugo Motta agenda sessão na Câmara nesta sexta-feira para agilizar a tramitação da PEC 6×1
Natural de Governador Valadares (MG), iniciou sua trajetória no rádio...
Chefe da Câmara recorre a estratégia regimental para tentar viabilizar a aprovação da proposta até o fim de maio

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
A proposta que trata do modelo de jornada 6×1 passou a ser tratada como prioridade no Congresso Nacional. O presidente da Câmara, Hugo Motta, convocou sessões consecutivas para acelerar a tramitação da PEC 8/2025, que prevê mudanças na carga semanal de trabalho.
A matéria está em análise na CCJ e teve seu andamento temporariamente interrompido após um pedido de vista apresentado por parlamentares. Para contornar essa pausa, foram marcadas sessões extras no plenário, com o objetivo de cumprir o prazo regimental e permitir que o texto volte à pauta. A expectativa é que a proposta seja votada na comissão já na próxima semana e, posteriormente, siga para uma comissão especial antes de chegar ao plenário, possivelmente entre o fim de maio e o início de junho.
O relator Paulo Azi já apresentou parecer favorável, e, segundo Motta, há disposição política para avançar com a aprovação. O movimento também reforça o protagonismo da Câmara, deixando em segundo plano um projeto semelhante enviado recentemente pelo governo, considerado menos equilibrado pelo presidente da Casa.
Para a base governista, representada por nomes como Pedro Uczai, dois pontos são essenciais: a limitação da jornada a até cinco dias por semana e um máximo de 40 horas, sem redução salarial. Outros aspectos podem ser negociados.
A proposta em discussão reúne ideias de parlamentares como Erika Hilton, que defende uma jornada de quatro dias semanais com limite de 36 horas, e Reginaldo Lopes, que sugere apenas um teto semanal de horas, sem fixar o número de dias trabalhados.
Nos bastidores, a articulação política segue ativa. Motta deve se reunir com o ministro José Guimarães para alinhar detalhes da proposta. Até o momento, o clima na Câmara é favorável, com baixa resistência entre os deputados após a pauta ganhar força na liderança da Casa.