Inflação acelera em abril e prévia oficial aponta alta puxada por alimentos e combustíveis no Brasil
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Levantamento do instituto brasileiro de estatísticas mostra que preços de alimentos e combustíveis voltaram a subir com força em abril de 2026, fazendo a inflação prévia avançar mais que no mês anterior e ficando perto das projeções do mercado
A prévia da inflação oficial do país, calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostrou que os preços subiram 0,89% em abril de 2026. O resultado é mais do que o dobro do registrado em março, quando a alta havia sido de 0,44%, mas ficou levemente abaixo da expectativa dos analistas do mercado financeiro, que esperavam um aumento de 1%.
No acumulado do ano, a inflação prévia já soma 2,39%. Em doze meses, o índice chegou a 4,37%, acima dos 3,9% observados no período anterior, indicando uma aceleração no ritmo de aumento dos preços.
O principal responsável pela alta no mês foi o grupo de alimentação e bebidas, que teve aumento médio de 1,46% e foi o item que mais pressionou o índice geral. Em seguida aparecem os transportes, com alta de 1,34%, e o setor de saúde e cuidados pessoais, que subiu 0,93%. Juntos, alimentação e transportes responderam por cerca de 65% de toda a inflação registrada em abril.
Entre os alimentos que mais encareceram estão itens do dia a dia como cenoura, cebola, leite longa vida e tomate. Em contrapartida, alguns produtos tiveram queda de preço, como a maçã e o café moído.
Nos transportes, o destaque foi o aumento dos combustíveis, que subiram em média 6,06% no mês. A gasolina, em especial, ficou 6,23% mais cara. Segundo análises do setor, essa pressão está ligada também a oscilações no mercado internacional de petróleo, influenciadas por tensões externas. Diante desse cenário, o governo federal avalia medidas para tentar reduzir o impacto desses aumentos no bolso do consumidor.
As projeções mais recentes indicam que a inflação oficial deve encerrar 2026 em 4,86%. Já a taxa básica de juros da economia brasileira, usada para controlar os preços, deve terminar o ano em 13%.
Com informações da CNN
Foto: © Marcello Casal JrAgência Brasil
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