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Brasil

Tempo médio no emprego cai no Brasil e fica em 18,4 meses em 2026; Rotatividade cresce e dificulta retenção nas empresas

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Estudo mostra que trabalhadores estão ficando menos tempo nos empregos, mesmo com aumento das contratações no país, indicando um mercado mais dinâmico, porém mais instável

O tempo médio que o trabalhador brasileiro permanece no mesmo emprego caiu de forma significativa nos últimos anos e chegou a 18,4 meses em fevereiro de 2026. Em 2021, esse período era de 25,2 meses, o que representa uma redução de 6,8 meses, segundo levantamento do Conselho de Serviços da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), confirmado em análises recentes do próprio setor.

O estudo indica que essa queda não significa necessariamente enfraquecimento do mercado de trabalho, mas sim uma mudança no comportamento das relações profissionais no país. Ao mesmo tempo em que os trabalhadores ficam menos tempo nas empresas, o volume de contratações cresceu cerca de 80% no período analisado, mostrando um mercado mais ativo, porém mais instável.

Na prática, as empresas estão contratando mais, mas enfrentam maior dificuldade para manter seus funcionários por longos períodos. Isso aumenta custos com novas admissões, treinamentos constantes e impacta diretamente a produtividade das organizações.

A Fecomercio-SP aponta ainda que o fenômeno é generalizado em diferentes faixas etárias, com destaque para trabalhadores entre 50 e 64 anos, que também passaram a trocar mais de emprego. O movimento reflete maior mobilidade profissional e mudanças no perfil da força de trabalho, com valorização crescente da experiência em novos processos seletivos.

Outro dado relevante é que setores como serviços, comércio e transporte puxam o aumento das admissões no país, mas também concentram maior rotatividade, o que reforça a característica de vínculos mais curtos.

Para especialistas da entidade, o cenário exige adaptação das empresas, que precisam investir mais em retenção de talentos, já que o trabalhador brasileiro está mais propenso a mudar de emprego diante de novas oportunidades.

O estudo também mostra que esse comportamento se consolidou ao longo dos últimos anos, com queda contínua na permanência média: 25,2 meses em 2021, 21,5 em 2022, 20,5 em 2023, 19,6 em 2024, 18,8 em 2025 e 18,4 meses em 2026, reforçando uma tendência estrutural de maior rotatividade no mercado de trabalho brasileiro.

Com informações da Fecomércio SP – CNN – Jornal O Tempo e Portal UAI

Foto: ilustrativa Freepik

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