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Brasil

Indústria brasileira encolhe pelo 10º mês seguido e acende alerta para produção e vendas

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Levantamento mostra queda da atividade em fevereiro, menos encomendas no mercado interno e externo e aumento de custos para as fábricas

 

A indústria brasileira voltou a encolher em fevereiro e completou dez meses seguidos de retração. O recuo foi confirmado por uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (2), que mede o nível de atividade das fábricas no país. Embora a queda tenha sido um pouco menos intensa do que em janeiro, o setor segue operando abaixo do nível considerado saudável, com menos pedidos, produção reduzida e aumento de custos.

O indicador usado no levantamento é o Índice de Gerentes de Compras, calculado pela empresa S&P Global. Esse índice funciona como um termômetro da indústria: quando fica abaixo de 50 pontos, significa que a atividade está em queda. Em fevereiro, marcou 47,3 pontos, levemente acima dos 47,0 registrados em janeiro, mas ainda distante da linha que indica crescimento. Desde maio de 2025 o resultado permanece no campo negativo.

Entre os segmentos mais afetados estão as fábricas que produzem máquinas e equipamentos — chamados de bens de capital — que tiveram o pior desempenho do mês. Também houve forte piora entre os fabricantes de insumos usados por outras indústrias, como peças, componentes e matérias-primas. Já as empresas que produzem itens de consumo, como alimentos e produtos do dia a dia, mostraram certa estabilidade nas condições de funcionamento.

A pesquisa aponta que as empresas diminuíram a produção em fevereiro por causa da queda na procura. A entrada de novos pedidos caiu no ritmo mais forte desde setembro. Segundo os empresários ouvidos, pesaram sobre as vendas a demanda enfraquecida, dificuldades no setor automotivo, concorrência acirrada e juros elevados, que encarecem o crédito e reduzem o consumo.

No mercado externo, a situação também não ajudou. As encomendas vindas de outros países recuaram pelo 11º mês consecutivo, com destaque para a redução das vendas para a Argentina, países da Europa e os Estados Unidos.

Apesar do cenário difícil, houve uma leve alta nas contratações em fevereiro. Algumas empresas, que estavam trabalhando com equipes enxutas, abriram novas vagas na expectativa de fechar contratos que ainda estão em negociação e de que a Copa do Mundo, marcada para junho e julho, estimule a demanda. O evento esportivo foi citado como um dos fatores que ainda mantêm algum nível de otimismo no setor, ao lado de campanhas de publicidade, investimentos planejados e lançamento de novos produtos.

Mesmo assim, o grau de confiança das indústrias caiu para o nível mais baixo em dez meses, refletindo preocupações com a concorrência e com políticas públicas.

Outro ponto de atenção é o aumento dos custos. As despesas para produzir cresceram no ritmo mais rápido em sete meses. As empresas apontaram que tensões internacionais, movimentos especulativos nos mercados financeiros e a alta do dólar encareceram itens como componentes eletrônicos, alimentos, metais e plásticos. Com isso, os preços cobrados pelos produtos brasileiros também subiram, no ritmo mais forte desde julho de 2025, já que parte desses custos foi repassada aos clientes.

Com informações da CNN

Foto: imagem ilustrativa FreePik – Criada com IA

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