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Agronegócio

Emprego no agro cresce, mas saldo ainda fica abaixo da relevância do setor na economia

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Agropecuária cria mais de 23 mil vagas formais em janeiro, mas saldo é menor que outros setores e reflete desafios estruturais do trabalho no campo

O agronegócio começou 2026 com saldo positivo na geração de empregos, criando mais de 23 mil vagas formais em janeiro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Apesar de positivo, o número ficou abaixo do registrado em dezembro de 2025, quando foram criadas 44,3 mil vagas, e foi o menor entre os cinco setores monitorados — comércio, indústria, serviços, construção e agropecuária.

O resultado reflete mudanças estruturais no mercado de trabalho rural, como automação tecnológica, maior industrialização das cadeias produtivas e exigência de capacitação formal. Além disso, o êxodo rural continua a impactar famílias de tradição agrícola, muitas das quais não realizam a sucessão no campo, reduzindo a disponibilidade de mão de obra.

Em números absolutos, janeiro registrou 113,38 mil admissões e 90,31 mil desligamentos, deixando um estoque de 1,86 milhão de trabalhadores com carteira assinada no setor agropecuário. O desempenho do mês também foi influenciado pela sazonalidade das safras, já que algumas culturas estavam em fase de semeadura e outras em desenvolvimento, diminuindo temporariamente a demanda por mão de obra.

A geração de empregos no agro concentrou-se principalmente em Mato Grosso, com pouco mais de 10 mil novas vagas, e no Rio Grande do Sul, com 11 mil postos. Em contrapartida, São Paulo apresentou saldo negativo de 3,3 mil empregos no setor, resultado ligado à dinâmica local de produção e maior competitividade de outros setores.

Em comparação, comércio e indústria foram os setores que mais criaram empregos no mês, com 56,8 mil e 55 mil novas vagas, respectivamente. No total do país, janeiro de 2026 registrou 112,3 mil empregos formais, resultado positivo que envolveu quatro dos cinco grandes grupos de atividades econômicas.

O desempenho do setor no início de 2026 também é inferior ao de janeiro de 2025, quando foram abertas 37,13 mil vagas. No acumulado de 2025, porém, a agropecuária gerou 41.870 empregos formais, um crescimento de 269% em relação a 2024, impulsionado por safras fortes e necessidade de contratações no campo. Atualmente, o agronegócio emprega cerca de 28 milhões de trabalhadores, equivalentes a aproximadamente 26% do total de ocupações do país, segundo o Boletim Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro, da CNA/Cepea.

Especialistas destacam que, apesar de representar uma parcela menor do total de empregos criados no Brasil, o setor demonstra resiliência e mostra que sua capacidade de gerar postos de trabalho está cada vez mais ligada às condições de produção, à dinâmica das cadeias de valor e às safras sazonais. O desempenho regional também evidencia a importância econômica do agro em estados estratégicos como Mato Grosso e Rio Grande do Sul, enquanto grandes centros urbanos podem apresentar saldos negativos temporários.

Com informações da CNN / Portal CNA

Foto ilustrativa gerada com IA – FreePik

 

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