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Brasil

Especialistas do setor econômico apontam um quadro de “ciclo vicioso” do endividamento no Brasil

Antônio Campos

Natural de Governador Valadares (MG), iniciou sua trajetória no rádio...

Relatório do FGV IBRE indica que juros elevados, como a taxa SELIC em 14,75% e taxas reais chegando a 9,51%, tornam mais difícil quitar dívidas, elevando a inadimplência das famílias

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O brasil enfrenta um nível histórico de endividamento das famílias. Dados da confederação nacional do comércio mostram que 80,4% dos lares têm algum tipo de dívida, enquanto cerca de 27,5 milhões de brasileiros estão inadimplentes, sem conseguir arcar com seus compromissos financeiros. Mesmo com aumento da renda e baixo desemprego, aproximadamente 30% do orçamento familiar está comprometido com dívidas.

O cenário se torna mais preocupante diante dos juros elevados, com a taxa SELIC em 14,75% e juros reais entre os maiores do mundo, o que encarece o crédito e dificulta a quitação das dívidas.

Ainda assim, o volume de empréstimos segue alto: em 2025, houve recorde na concessão de crédito, impulsionado pela facilidade de acesso no período PÓS-PANDEMMIA.

Esse contexto cria um efeito em cadeia: quanto maior o endividamento, mais caro e difícil fica pagar as dívidas, agravando a situação financeira das famílias. Um estudo do FGV IBRE aponta que esse processo gera um ciclo de “retroalimentação”, em que o crédito continua crescendo, mas de forma desigual.

Enquanto grandes empresas e o setor público conseguem se financiar com custos menores no mercado de capitais, as famílias dependem do crédito bancário tradicional, com juros muito mais altos — em alguns casos chegando a cerca de 62% ao ano.

A situação é ainda mais crítica no crédito rotativo do cartão, cujas taxas podem ultrapassar 400% ao ano, gerando um efeito de “bola de neve” e elevando a inadimplência.

Além dos juros básicos, outros fatores também encarecem o crédito, como custos bancários, inadimplência, tributos e margens das instituições financeiras. Esse conjunto torna o problema estrutural e mais difícil de resolver, especialmente para as famílias.

Diante desse quadro, especialistas do setor econômico defendem medidas para reduzir o custo do crédito, incentivar linhas mais baratas e melhorar a educação financeira, além de políticas voltadas ao controle da inflação.

A alta recente do IPCA reforça o risco de manutenção de juros elevados por mais tempo, o que pode prolongar esse ciclo de endividamento e inadimplência no país.

 

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